O Xadrez no Desporto Escolar em Leiria

Este é o Blog oficioso dos Núcleos de Xadrez do Desporto Escolar da Coordenação Educativa de Leiria (CE Leiria). Nele irão ser colocados todos os materiais elaborados pelos Coordenadores dos Núcleos, fotografias de actividades, materiais de apoio, modelos de material, divulgação de actividades, classificações de provas e outros que se ache interessante divulgar. É ainda um lugar de debate de ideias e em que os próprios alunos poderão dialogar, apresentar-se e colocar questões.

Janeiro 30, 2012

O ex-campeão do mundo de Xadrez, Boris Spassky, nasceu há 75 anos

Boris Spassky em 1984
Boris Vasilievich Spassky, (Leninegrado, 30 de Janeiro de 1937) é um jogador de xadrez russo naturalizado francês e antigo campeão mundial.
Aprendeu a jogar xadrez aos cinco anos de idade e, aos 18 ganhou o Campeonato do Mundo de Xadrez de Juniores, disputado na cidade belga de Antuérpia, e tornou-se GMI (grandmaster - Grande Mestre Internacional, distinção atribuída no mundo do xadrez segundo critérios muito restritivos).
Spassky era considerado um jogador equilibrado, podendo adaptar o seu estilo de jogo ao adversário, o que lhe conferiu uma boa vantagem para levar de vencida muitos grandmasters de topo. Por exemplo, no match final do torneio dos candidatos (onde o vencedor será o contendor do campeão do mundo em título, disputando-lhe o título) contra Mikhail Tal, um táctico lendário (Tbilisi, 1965), Spassky consegui conduzir o jogo evitando a força da táctica de Tal. Esta vitória conduziu-o para o seu primeiro match pelo Campeonato do Mundo contra Tigran Petrosian em 1966. Spassky acabou por perder por 12,5 – 11,5, mas ganhou o direito a desafiar Petrosian novamente três anos depois. Mais uma vez, a flexibilidade do estilo de Spassky foi a chave para a vitória que acabou por celebrar contra Petrosian, por 12,5 – 10,5, no campeonato de 1969 – ao adaptar-se ao estilo de Petrosian.
O reinado de Boris Vasilievich Spassky como Campeão do Mundo durou apenas três anos, uma vez que perder o título para o americano Bobby Fischer em 1972. A disputa foi em Reykjavík, capital da Islândia, no auge da Guerra Fria e consequentemente foi vista como um símbolo da confrontação política existente. Fischer ganhou e Spassky voltou para a URSS em desgraça, apesar disso Spassky continuou a jogar ganhando vários campeonatos incluindo o Campeonato Soviético em 1973.
Em 1974, no apuramento dos candidatos, Spassky perdeu para a estrela em ascensão Anatoly Karpov em Leningrado, +1 -4. Karpov reconheceu publicamente a superioridade de Spassky, mas após uma série de jogos soberbos, Karpov conquistou os pontos suficientes para conquistar o match.
Nos anos seguintes Spassky mostrou-se relutante a dedicar-se totalmente ao xadrez. Confiando no seu talento natural soberbo para o jogo, e por vezes preferia jogar uma partida de ténis, em vez de trabalhar afincadamente no tabuleiro. Com efeito, o Campeonato Mundial de 1972 e o match dos candidatos contra Karpov em 1974 assinalaram o início duma fase descendente da carreira de Spassky. Spassky casou-se com uma senhora francesa na década de 1970, adquirindo a nacionalidade francesa em 1978.
Em 1992 Fischer, após um afastamento de 20 anos do xadrez, reapareceu para jogar contra Spassky em Belgrado e Montenegro, reeditando o Campeonato Mundial de 1972. Na altura, Boris Spassky ocupava a 106ª posição no ranking da FIDE, enquanto Fischer, devido à sua inactividade durante 20 anos, nem aparecia na lista. Este match foi basicamente o último grande desafio de Boris, infelizmente problemas de saúde não lhe permitiram apresentar uma performance credível exceptuando em algumas partidas – o resultado foi +5 -10 =1.
 

Janeiro 17, 2012

O maior jogador de Xadrez de sempre morreu há 4 anos

Robert "Bobby" James Fischer (Chicago, 9 de março de 1943Reykjavik, 17 de janeiro de 2008) foi um famoso xadrezista originalmente norte-americano, naturalizado islandês e ex-campeão mundial de xadrez.
Filho de pai alemão, Hans-Gerhardt Fischer, um biofísico e mãe judia-suíça naturalizada norte-americana, Regina Wender, aprendeu a jogar xadrez aos seis anos com sua irmã mais velha, que o entretinha com diversos jogos (dentre eles o xadrez) enquanto a mãe ia trabalhar. Mudou-se cedo para a Califórnia e pouco tempo depois para Nova Iorque, onde pôde desenvolver-se em grandes clubes seculares como o Marshall e o Manhattan.
Aos treze anos jogou a "Partida do Século" num torneio de Mestres em 1956 contra Donald Byrne, irmão de Robert Byrne, o qual também era Grande Mestre e foi vítima de uma das maiores partidas de Fischer no US-ch 1963, o qual Fischer venceu com 100% de aproveitamento, 13 em 13 possíveis e rating performance acima de 3000, feito igualado por Emanuel Lasker, na Alemanha.
Fischer venceu também o campeonato estadunidense oito vezes em oito participações (1957, 1958, 1959, 1960, 1961, 1962, 1973, 1975 e 1986), sendo a primeira aos catorze anos em 1957 e a segunda aos quinze, em 1958. Venceu jogadores tão fortes como Samuel Reshevsky (considerado pelo próprio Fischer como um dos dez melhores de todos os tempos - até então Top 10), com tão pouca idade. De dezembro de 1962 até o fim da sua carreira, em 1992, Fischer venceu todos os torneios que disputou, exceto dois, nos quais terminou em segundo lugar: Capablanca Memorial, 1965, vencido por Boris Spassky e a Piatigorsky Cup, 1966, vencida por Smyslov. Geralmente Fischer vencia os abertos e grandes torneios que participava com 3 ou 3,5 pontos de vantagem em relação ao segundo colocado.
A principal façanha da sua carreira foi a classificação para chegar à final do mundial contra Spassky. Fischer venceu Taimanov, xadrezista top 10) por 6x0 num jogo melhor de 10. Fischer venceu Larsen (que era um dos cinco melhores jogadores do mundo) por 6x0 num jogo melhor de 10 e venceu Petrosian por 7,5x2,5 num jogo melhor de 10. Havia uma hegemonia russa desde quando Alekhine derrotou Capablanca em 1921. Após a recusa de Fischer defender o título em 1975, a hegemonia de russos voltou e durou até o indiano Viswanathan Anand vencer o Mundial FIDE de 2000.
Em 1992, Fischer voltou a disputar um encontro contra Boris Spassky Mesmo Fischer estando 20 anos afastado, enquanto Spassky permaneceu ativo durante todo este tempo, Fischer venceu com relativa facilidade e introduziu diversas novidades teóricas.
Fischer foi preso no Japão e lutou contra sua extradição para os Estados Unidos por quase um ano. A Islândia ofereceu cidadania a Fischer, tendo ele aceitado. Livre então pela cidadania islandesa, Fischer seguiu viagem para a Islândia chegando no dia 23 de março de 2005.
Em eleição feita pelo principal periódico internacional de xadrez, o Sahovski Informator, Fischer foi considerado pelos grandes mestres como o melhor xadrezista do século XX, à frente de Kasparov.
Único a vencer por 6x0 dois matches no Torneio de Candidatos. Tinha memória extraordinária, capaz de memorizar mais de 20 partidas relâmpago consecutivas.
Bobby Fischer morreu em 17 de janeiro de 2008, na Islândia, aos 64 anos.

Janeiro 11, 2012

Dia importante para o Xadrez - o 1º e 2º campeões mundiais estão ligados à data


 Steinitz e Zukertort jogando em Nova Orleães, 1866



O Campeonato Mundial de Xadrez de 1886 foi a primeira edição do Campeonato Mundial de Xadrez sendo disputada por Wilhelm Steinitz e Johannes Zukertort. A competição ocorreu nos EUA, sendo as primeiras 5 primeiras partidas disputadas em Nova Iorque, as quatro seguintes em Saint Louis e a última em Nova Orleães. O vencedor foi Wilhelm Steinitz que venceu por um resultado de 10 - 5, vencendo o seu 10º jogo em 20, tendo havido 5 empates.


A disputa começou em 11 de janeiro de 1886, às 14.00 horas no Cartiers Academy Hall em Nova Iorque. Após os primeiros cinco jogos, a disputa foi para St. Louis para mais quatro partidas. Com o resultado balanceado de 4 vitórias para cada um e um empate, a conclusão ficaria para Nova Orleans. A esta altura do campeonato Zukertort havia dito que estava fisicamente cansado e próximo de um colapso mental enquanto que Steinitz parecia jogar melhor ainda, com um poço interminável de estamina mental. O jogo final ocorreu no dia 29 de março de 1886 quando Zukertort ofereceu sua resignação e congratulou Steinitz como Campeão Mundial.



Emanuel Lasker (Berlinchen, 24 de dezembro de 1868 - Nova Iorque, 11 de janeiro de 1941) foi um jogador de xadrez e matemático alemão. Em 1894, Lasker derrotou Wilhelm Steinitz com um resultado de 10 vitórias, 4 empates e 5 derrotas, o que lhe permitiu tornar-se o segundo campeão mundial de xadrez, além disso foi o jogador que manteve este título durante mais tempo, 27 anos. O seu registo de vitórias em torneios inclui vitórias em Londres (1899), São Petersburgo (1896 e 1914), Paris (1900), Nova Iorque (1924) e Nuremberga (1896).
Em 1921, perdeu o título para o cubano José Raúl Capablanca. Apesar de, um ano antes, Lasker se ter proposto a desistir do título em favor de Capablanca, este quis conquistar o título no tabuleiro. Em 1933, Emanuel Lasker e a esposa, Martha Kohn, abandonaram a Alemanha (Lasker era judeu e temia os nazis) rumo à Inglaterra, e após uma curta estadia na União Soviética acabaram por ir viver para Nova Iorque.
Lasker era conhecido pela sua abordagem "psicológica" ao jogo, por vezes escolhia uma jogada teoricamente inferior para tentar colocar o adversário "desconfortável". Num jogo famoso contra Capablanca (São Petersburgo em 1914), onde devia ganhar a todo o custo, escolheu uma abertura com propensão para empatar o jogo, o que fez o adversário baixar a guarda e permitiu a Lasker triunfar. Um dos jogos mais famosos de Lasker é o seu confronto com Bauer (Amesterdão 1889), onde sacrificou ambos os bispos, uma manobra que veio a repetir em vários jogos. O seu nome está associado a algumas aberturas, por exemplo a variação de Lasker do Gâmbito da Dama (1.d4 d5 2.c4 e6 3.Cc3 Cf6 4.Bg5 Be7 5.e3 O-O 6.Cf3 h6 7.Bh4 Ce4).
Lasker foi um distinto matemático, obtendo seu doutoramento em Erlangen, sob a orientação de David Hilbert. A sua tese de doutoramento Über Reihen auf der Convergenzgrenze foi publicada na revista Philosophical Transactions em 1901. Foi ainda filósofo e amigo de Albert Einstein. Também se dedicou ao bridge, jogo em que, à semelhança do xadrez, se tornou um mestre.

Novembro 27, 2011

Semana da Ciência e da Tecnologia 2011 - Tertúlia on-line (XI)

Terminamos, com a poesia que inicia o primeiro livro de poesia de António Gedeão, a Semana da Ciência e da Tecnologia 2011. Uma semana de muito trabalho: esta Tertúlia, em que participaram 13 Blogues, uma formação em TIC (com cerca de uma dúzia de professores), uma observação astronómica, com apresentação pelos autores de três livros, apresentações multimédia, visita a uma exposição de trabalhos de alunos e de livros de Astronomia na Biblioteca Escolar da minha Escola (que inclui jantar partilhado...) e uma actividade para alunos sobre software astronómico para os alunos do clube de Astronomia da minha Escola, isto para além das aulas, dos testes, do trabalho em casa e de milhentas outras coisas. Mas, como dizia um poeta que morreu no último dia deste mês, há setenta e seis anos, tudo vale a pena se a alma não é pequena...
(imagem daqui)
Homem Inútil definir este animal aflito. nem palavras, nem cinzéis, nem acordes, nem pincéis. são gargantas deste grito. Universo em expansão. Pincelada de zarcão desde mais infinito a menos infinito. in Movimento Perpétuo (1956) - António Gedeão

II Torneio João Santos 2011 - Bombarral

Novembro 26, 2011

Semana da Ciência e da Tecnologia 2011 - Tertúlia on-line (IX)

Poema de pedra lioz Álvaro Góis, Rui Mamede, filhos de António Brandão, naturais de Cantanhede, pedreiros de profissão, de sombrias cataduras como bisontes lendários, modelam ternas figuras na brutidão dos calcários. Ali, no esconso recanto, só o túmulo, e mais nada, suspenso no roxo pranto de uma fresta geminada. Mas no silêncio da nave, como um cinzel que batuca, soa sempre um truca…truca… lento, pausado, suave, truca, truca, truca, truca, sob a abóbada romântica, como um cinzel que batuca numa insistência satânica: truca, truca, truca, truca, truca, truca, truca, truca. Álvaro Góis, Rui Mamede, filhos de António Brandão, naturais de Cantanhede, ambos vivos ali estão, truca, truca, truca, truca, vestidos de surrobeco e acocorados no chão, truca, truca, truca, truca. No friso, largo de um palmo, que dá volta a toda a arca, um Cristo, de gesto calmo, assiste ao chegar da barca. Homens de vária feição, barrigudos e contentes, mostram, no riso dos dentes, o gozo da salvação. Anjinhos de longas vestes, e cabelo aos caracóis, tocam pífaros celestes, entre cometas e sóis. Mulheres e homens, sem paz, esgazeados de remorsos, desistem de fazer esforços, entregam-se a Satanás. Fixando a pedra, mirando-a, quanto mais o olhar se educa, mais se entende o truca…truca… que enche a nave, transbordando-a, truca, truca, truca, truca, truca, truca, truca, truca. No desmedido caixão, grande senhor ali jaz. Pupilo de Satanás? Alma pura de eleição? Dom Afonso ou Dom João? Para o caso tanto faz. in Teatro do Mundo (1958) - António Gedeão

Semana da Ciência e da Tecnologia 2011 - Tertúlia on-line (VIII)

Poema da Auto-estrada Voando vai para a praia Leonor na estrada preta. Vai na brasa, de lambreta. Leva calções de pirata, vermelho de alizarina, modelando a coxa fina, de impaciente nervura. como guache lustroso, amarelo de idantreno, blusinha de terileno desfraldada na cintura. Fuge, fuge, Leonoreta: Vai na brasa, de lambreta. Agarrada ao companheiro na volúpia da escapada pincha no banco traseiro em cada volta da estrada. Grita de medo fingido, que o receio não é com ela, mas por amor e cautela abraça-o pela cintura. Vai ditosa e bem segura. Com um rasgão na paisagem corta a lambreta afiada, engole as bermas da estrada e a rumorosa folhagem. Urrando, estremece a terra, bramir de rinoceronte, enfia pelo horizonte como um punhal que se enterra. Tudo foge à sua volta, o céu, as nuvens, as casas, e com os bramidos que solta, lembra um demónio com asas. Na confusão dos sentidos já nem percebe Leonor se o que lhe chega aos ouvidos são ecos de amor perdidos se os rugidos do motor. Fuge, fuge, Leonoreta Vai na brasa, de lambreta. in Máquina de Fogo (1961) - António Gedeão
NOTA: com o seu habitual humor e ironia, António Gedeão retoma o poema e a personagem de Camões, imprimindo-lhe um modernismo curioso:
Descalça vai para a fonte
Descalça vai para a fonte
Leonor pela verdura;
Vai fermosa, e não segura.
Leva na cabeça o pote,
O testo nas mãos de prata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de chamelote;
Traz a vasquinha de cote,
Mais branca que a neve pura.
Vai fermosa e não segura.
Descobre a touca a garganta,
Cabelos de ouro entrançado
Fita de cor de encarnado,
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta,
Que dá graça à fermosura.
Vai fermosa e não segura.
Luís Vaz de Camões

Novembro 25, 2011

Semana da Ciência e da Tecnologia 2011 - Tertúlia on-line (VII)

Fala do Homem Nascido (chega à boca da cena, e diz:) "Venho da terra assombrada, do ventre da minha mãe; não pretendo roubar nada nem fazer mal a ninguém. Só quero o que me é devido por me trazerem aqui, que eu nem sequer fui ouvido no acto de que nasci. Trago boca para comer e olhos para desejar. Com licença, quero passar, tenho pressa de viver. Com licença! Com licença! Que a vida é água a correr. Venho do fundo do tempo; não tenho tempo a perder. Minha barca aparelhada solta o pano rumo ao norte; meu desejo é passaporte para a fronteira fechada. Não há ventos que não prestem nem marés que não convenham, nem forças que me molestem, correntes que me detenham. Quero eu e a Natureza, que a Natureza sou eu, e as forças da Natureza nunca ninguém as venceu. Com licença! Com licença! Que a barca se faz ao mar. Não há poder que me vença. Mesmo morto hei de passar. Com licença! Com licença! Com rumo à estrela polar." in Teatro do Mundo (1958) - António Gedeão

Semana da Ciência e da Tecnologia 2011 - Tertúlia on-line (VI)

Pedra Filosofal Eles não sabem que o sonho é uma constante da vida tão concreta e definida como outra coisa qualquer, como esta pedra cinzenta em que me sento e descanso, como este ribeiro manso em serenos sobressaltos, como estes pinheiros altos que em verde e oiro se agitam, como estas aves que gritam em bebedeiras de azul. Eles não sabem que o sonho é vinho, é espuma, é fermento, bichinho álacre e sedento, de focinho pontiagudo, que fossa através de tudo num perpétuo movimento. Eles não sabem que o sonho é tela, é cor, é pincel, base, fuste, capitel, arco em ogiva, vitral, pináculo de catedral, contraponto, sinfonia, máscara grega, magia, que é retorta de alquimista, mapa do mundo distante, rosa-dos-ventos, Infante, caravela quinhentista, que é cabo da Boa Esperança, ouro, canela, marfim, florete de espadachim, bastidor, passo de dança, Colombina e Arlequim, passarola voadora, pára-raios, locomotiva, barco de proa festiva, alto-forno, geradora, cisão do átomo, radar, ultra-som, televisão, desembarque em foguetão na superfície lunar. Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida, que sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança. in Movimento Perpétuo (1956) - António Gedeão

Semana da Ciência e da Tecnologia 2011 - Tertúlia on-line (V)

Kátia Guerreiro - Poema da malta das naus
Poema da malta das naus Lancei ao mar um madeiro, espetei-lhe um pau e um lençol. Com palpite marinheiro medi a altura do sol. Deu-me o vento de feição, levou-me ao cabo do mundo. Pelote de vagabundo, rebotalho de gibão. Dormi no dorso das vagas, pasmei na orla das praias, arreneguei, roguei pragas, mordi peloiros e zagaias. Chamusquei o pêlo hirsuto, tive o corpo em chagas vivas, estalaram-me as gengivas, apodreci de escorbuto. Com a mão direita benzi-me, com a direita esganei. Mil vezes no chão, bati-me, outras mil me levantei. Meu riso de dentes podres ecoou nas sete partidas. Fundei cidades e vidas, rompi as arcas e os odres. Tremi no escuro da selva, alambique de suores. Estendi na areia e na relva mulheres de todas as cores. Moldei as chaves do mundo a que outros chamaram seu, mas quem mergulhou no fundo Do sonho, esse, fui eu. O meu sabor é diferente. Provo-me e saibo-me a sal. Não se nasce impunemente nas praias de Portugal. in Teatro do Mundo (1958) - António Gedeão

Semana da Ciência e da Tecnologia 2011 - Tertúlia on-line (IV)

(imagem daqui)
O último Alquimista Era uma vez um Cientista com alma de Poeta. Era um Senhor (muito sério) com uma vontade juvenil de escrever. Era um Professor (um Mestre) que era trocista sem saber. Era um Anarquista com regras e vontades... Obrigado, Rómulo, por teres sido outro pai fundador, agora do saber científico que não te merecia, escritor de manuais escolares e livros científicos, que o meu avó e o meu pai e eu (e um dia meu filho) leram. Saciaste a nosso sede de saber e tudo fizeste para combater a ignorância. Mas, acima de tudo, António, é a ti que estamos mais agradecidos. A tua Poesia, clara e científica mas bela e que chegava ao coração, fez mais por nós do que tu podias pensar. A tua Poesia é bela como a Física (e a Química, e a Astronomia, e a Biologia...). Escreveste como um Pintor renascentista pintaria este Mundo. O teu sarcasmo tudo mostrava, singelo e único, sem artifícios. E, sendo quem eras, soubeste partilhar connosco as tuas Letras. Obrigado Rómulo. Obrigado António... Pedro Luna (poema inédito)

Novembro 24, 2011

Semana da Ciência e da Tecnologia 2011 - Tertúlia on-line (III)

Dia Nacional da Cultura Científica
Artigo sobre Rómulo de Carvalho saído no "Diário de Aveiro" de uma professora do secundário que está a fazer doutoramento sobre a obra de divulgação de Rómulo:
Hoje é dia 24 de Novembro, Dia Nacional da Cultura Científica, em homenagem a Rómulo de Carvalho: professor, metodólogo, investigador, e autor de manuais escolares, de livros de divulgação científica e de poesia, estes últimos sob o pseudónimo de António Gedeão. Em 1996, Mariano Gago, o então Ministro da Ciência e da Tecnologia e admirador da obra de Rómulo de Carvalho que completava 90 anos, propôs uma homenagem nacional ao talentoso professor. Mariano Gago já havia prefaciado, em 1992, o livro “A Física no dia-a-dia”, onde dá conta do valor de Rómulo de Carvalho, mas considerou que era oportuna a iniciativa de uma homenagem maior. Na notícia do jornal “Público” de 24 de Novembro de 1996, propôs que aquele dia do ano se tornasse Dia da Cultura Científica. Esse dia devia ser «momento privilegiado, todos os anos, de balanço, de reflexão e de acção sobre o papel do conhecimento no nosso futuro». Rómulo de Carvalho publicou cerca de cem obras, desde livros sobre a história da ciência aos seus cadernos de divulgação científica, não esquecendo os manuais escolares, ainda na memória de muitos como os “cadernos do Pedrito” (modo carinhoso de referir os seus livros de Ciências da Natureza) ou os compêndios de Física do ensino secundário. Publicou dois livros de divulgação de ciência em três números da colecção “Biblioteca Cosmos”, dirigida por Bento de Jesus Caraça, que foi um marco da divulgação de ciência nos anos 40. Foi mentor e autor da coleção “Ciência para Gente Nova”, onde publicou oito dos nove livros dessa coleção. Tratam de histórias de ciência ou de desenvolvimentos tecnológicos: o do telefone, da fotografia, dos balões, da eletricidade estática, do átomo, da radioatividade, dos isótopos e da energia nuclear. Alguns desses títulos chegaram à terceira edição. A “História dos Balões”, conheceu mesmo uma quarta edição nos anos 90. Rómulo de Carvalho procurou dirigir-se em «Física para o Povo», não a uma elite instruída ou interessada em ciência mas a toda a gente. Publicou esse livro «com a intenção de promover a cultura popular», como ele próprio escreve nas suas «Memórias». A reedição, em 1995, saiu com o novo título de “A Física no dia-a-dia” por decisão de Rómulo de Carvalho que escreve «…não me pareceu bem aquela referência ao povo depois do 25 de Abril.». Um dos vários trabalhos, com o objetivo de promover a ciência e o conhecimento científico e tecnológico, que Rómulo de Carvalho abraçou após a sua aposentação foram os 18 "Cadernos de Iniciação Científica", onde recorreu a uma linguagem atraente no discurso e na imagem. O valor destes cadernos justifica que eles tenham sido reunidos num só volume, em 2004, com a chancela da Relógio D’Água. Nesse volume encontra-se uma abordagem científica de temas basilares da ciência como os constituintes da matéria, a energia, ondas e corpúsculos, magnetismo e eletromagnetismo. Helena Aires Rodrigues, Professora de Física e Química na Escola Secundária de D. Duarte – Coimbra e Doutoranda em Ensino das Ciências – ramo de Física.
via Blog De Rerum Natura

Novembro 23, 2011

Semana da Ciência e da Tecnologia 2011 - Tertúlia on-line (II)

Do álbum Cantaremos, de Adriano Correia Oliveira, publicado em 1970, pomos aqui a versão musicada do célebre poema "Lágrima de Preta:"
Lágrima de Preta Encontrei uma preta que estava a chorar, pedi-lhe uma lágrima para a analisar. Recolhi a lágrima com todo o cuidado num tubo de ensaio bem esterilizado. Olhei-a de um lado, do outro e de frente: tinha um ar de gota muito transparente. Mandei vir os ácidos, as bases e os sais, as drogas usadas em casos que tais. Ensaiei a frio, experimentei ao lume, de todas as vezes deu-me o que é costume: Nem sinais de negro, nem vestígios de ódio. Água (quase tudo) e cloreto de sódio. in Máquina de fogo (1961) - António Gedeão

Novembro 22, 2011

Festa da Astronomia das Escolas de Leiria


Semana da Ciência e da Tecnologia

OBSERVAÇÃO ASTRONÓMICA

Agrupamento de Escolas Correia Mateus

22 de novembro de 2011 (3ª-feira)

18.00 - 22.00 horas

(clicar para aumentar)

Convidam-se todas as pessoas para um olhar diferente sobre o Universo:
  • Observação da Lua e Júpiter;
  • Observação astronómica, com telescópio, da LUA, outros astros e constelações sob orientação de astrónomos amadores;
  • Divulgação de livros O Mistério da Estrelinha Curiosa, de Leonor Lourenço, O Homem que via passar as estrelas, de Luís Mourão e Paulo Simões, e A História de DiabloCity, de Maria João Capitão;
  • Jantar partilhado pelos participantes.


ORGANIZAÇÃO:





  • Grupo de Recrutamento 520 (Biologia e Geologia) do Agrupamento de Escolas Dr. Correia Mateus (AEDCM);
  • Carlos Reis, Fernando Martins, João Clérigo e João Cruz (astrónomos amadores);
  • Blog AstroLeiria: http://astroleiria.blogspot.com/
  • Ad Astra (Associação para a Divulgação da Astronomia de Amadores): http://www.ad-astra.pt/

Não esquecer de trazer (quem puder...):
  • Comida/bebidas para partilhar;
  • Mapas celestes ou livros;
  • Telescópio ou binóculos;
  • Amigos ou familiares;
  • Vontade de aprender e dúvidas.

Local da observação (mapa interativo):

Novembro 21, 2011

Semana da Ciência e da Tecnologia 2011 - Tertúlia on-line

À semelhança de anos anteriores, alguns blogues (v.g. Geopedrados, Ciências Correia Mateus, GeoLeiria, AstroLeiria, XadrezLeiria, Vila Franca das Naves, Escabralhado, 7º A, 7º B, 7º C, 9ºE e 9º F da Escola Correia Mateus) vão celebrar a Semana da Ciência e da Tecnologia de 2011, que recorda o nascimento do professor, cientista e pedagogo Rómulo de Carvalho, que, sob o pseudónimo de António Gedeão, escreveu alguma da melhor poesia do século XX. A data do seu nascimento (24 de novembro de 1906) corresponde ao Dia Nacional da Cultura Científica, para recordar que os saberes são interdisciplinares e que tudo tem ligação, sendo todas as áreas importantes e que os  homens da Ciência precisam das Letras e da Poesia e vice-versa.
(imagem daqui)

Novembro 19, 2011

O imortal Capablanca nasceu há 123 anos

Jose Raúl Capablanca y Graupera (Havana, 19 de novembro de 1888 - Nova Iorque, 8 de março de 1942) foi um xadrezista cubano detentor do título de campeão do mundo da modalidade entre 1921 e 1927.
Capablanca é referido por vários historiadores da modalidade como o Mozart do xadrez, uma vez que o seu brilhantismo desde cedo se evidenciou.
Aos quatro anos teria aprendido as regras do xadrez simplesmente observando o seu pai a jogar. Conta-se que Capablanca teria visto o seu pai fazer uma jogada ilegal com o cavalo, acusando-o de fazer batota e seguidamente explicando-lhe o que teria feito.
Com doze anos de idade Capablanca derrotou o campeão de Cuba, Juan Corzo, obtendo o resultado de 4 vitórias, 2 derrotas e 6 empates.
Em 1909, aos vinte anos, Capablanca venceu o campeão dos Estados Unidos, Frank Marshall, uma vitória avassaladora com o resultado de oito vitórias, uma derrota e catorze empates. Note-se que Marshall era um jogador com qualidade suficiente para ter disputado um match pelo título de campeão do mundo apenas dois anos antes.
Em 1911, persuadido por Marshall, Capablanca jogou o torneio de São Sebastião, Espanha, um dos mais importantes torneios do mundo na altura, veja-se que dentre os jogadores de topo da época apenas o campeão do mundo, Emanuel Lasker, não estava presente. Ossip Bernstein e Aaron Nimzowitsch discordaram da presença de Capablanca por este ainda não ter vencido um torneio de relevo, a resposta de Capablanca foi vencer a primeira ronda contra Bernstein, tendo este jogo conquistado o prémio de brilhantismo. Após isto, Bernstein ganhou um novo respeito por Capablanca e afirmou que não seria surpresa para ele se Capablanca viesse a ganhar o torneio. O jovem cubano levou facilmente de vencida Nimzowitsch em alguns jogos blitz que disputaram. Os mestres reconheceram que não havia quem levasse a melhor a Capablanca nas variantes rápidas do jogo. Capablanca venceu ainda Nimzowitsch naquele que foi considerado o jogo do torneio.
Capablanca surpreendeu o mundo do xadrez ao vencer o torneio com seis vitórias, uma derrota e sete empates, superando Akiba Rubinstein, Carl Schlechter e Siegbert Tarrasch.
Em 1911 Capablanca desafiou Lasker para disputarem o campeonato do mundo, este assentiu mas impôs dezassete condições para o match. Como Capablanca não acordou com estas condições o match acabou por não se disputar.
Em setembro de 1913, Capablanca conseguiu lugar no Gabinete dos Negócios Estrangeiros cubano, onde não tinha qualquer tarefa senão jogar xadrez. Esta posição permitiu-lhe defrontar em vários jogos de exibição os melhores jogadores europeus, onde provou a sua superioridade.
Em 1914, num torneio em São Petersburgo, Capablanca encontrou Lasker no tabuleiro pela primeira vez, e, apesar de ter estado com uma vantagem de 1,5 pontos acabou por perder para Lasker, com 13 pontos contra os 13,5 deste, embora com larga vantagem para o terceiro classificado Alexander Alekhine.
Em 1920, Lasker verificou que Capablanca estava demasiado forte para ele, e desistiu do seu título em favor deste dizendo que "Você ganhou este título não através dum desafio formal, mas através das suas brilhantes capacidades." Apesar disso, Capablanca queria vencer num match, mas Lasker insistiu que ele próprio é que era o desafiante, que se disputou em Havana em 1921, o resultado cifrou-se em +4 -0 =10. O feito de ganhar o título de campeão do mundo sem derrotas só tem paralelo na vitória de Vladimir Kramnik sobre Garry Kasparov +2 -0 =14 em 2000.
Já como campeão do mundo, Capablanca dominou absolutamente em 1922 em Londres. Nesta altura apareciam cada vez mais jogadores de qualidade e pensou-se que o campeão do mundo não deveria poder evitar desafios ao seu título, como se verificou até então. Neste torneio os grandes jogadores da época Alekhine, Bogolyubov, Maroczy, Réti, Akiba Rubinstein, Tartakower e Vidmar encontraram-se para discutir as regras pelas quais se conduziriam os futuros campeonatos. Entre outras condições, uma imposta por Capablanca foi que o desafiante deveria angariar um mínimo de dez mil dólares para o prize money. Nos anos que se seguiram Rubinstein e Nimzowitsch desafiaram Capablanca mas não conseguiram reunir o dinheiro suficiente. Posteriormente Alekhine desafiou Capablanca, residindo o seu suporte financeiro num grupo de empresários argentinos e no próprio presidente do país.
No período em que foi campeão do mundo, Capablanca teve grandes mudanças na sua vida pessoal, em Dezembro de 1921 casou com Gloria Simoni Beautucourt, deste casamento nasceram José Raul em 1923 e Gloria em 1925, o casal acabou contudo por se divorciar. Neste período os pais de Capablanca faleceram.
Em 1924 Capablanca foi o segundo classificado atrás de Lasker em Nova Iorque, novamente com larga vantagem para o terceiro classificado Alekhine, em Moscovo em 1925 ficou-se somente pelo terceiro lugar atrás de Efim Bogolyubov e Lasker, mas dominou completamente o torneio de seis jogadores disputado em Nova Iorque em 1927, ao não perder qualquer jogo e terminando com 2,5 pontos de vantagem para Alekhine. Nestas condições Capablanca era o claro favorito à vitória no match contra Alekhine a disputar nesse ano.
Capablanca ainda é considerado como um dos melhores jogadores de todos os tempos. Ele é especialmente conhecido pela sua rapidez de julgamento, isenção de erros, grande qualidade nos finais e estilo posicional. É ainda conhecido pelo seu enorme talento natural e pelo pouco tempo despendido se preparando para os torneios.
Em toda a sua carreira, Capablanca sofreu menos de cinquenta derrotas em jogos oficiais, conseguindo ainda o feito de estar invicto durante oito anos consecutivos, de 1916 a 1923 inclusive, uma série de 63 jogos sem perder incluindo a vitória no campeonato do mundo. De facto, apenas Marshall, Lasker, Alekhine e Rudolf Spielmann ganharam dois ou mais jogos "a sério" do já amadurecido Capablanca, embora levem desvantagem no total dos confrontos, Capablanca vs Marshall +20 -2 =28, vs Lasker +6 -2 = 16, vs Alekhine +9 -7 =33, excepto Spielmann que tem o resultado empatado +2 -2 =?. Dos jogadores de topo, apenas Keres tinha vantagem nos confrontos com Capablanca +1 -0 =5, note-se que esta vitória foi conseguida quando Capablanca já tinha cinquenta anos de idade.
Richard Réti afirmou que "O xadrez era a língua mãe de Capablanca". E, de acordo com o sistema de classificação de Jeff Sonas, do síte Chessmetrics, Réti não se engana muito, visto que Capablanca lidera as listas em períodos de 1 ano, 3 anos, 5 anos e 9 anos.
Capablanca não fundou uma nova escola per se, mas o seu estilo influenciou muito o jogo de dois campeões do mundo Bobby Fischer e Anatoly Karpov. Mikhail Botvinnik também escreveu que tinha aprendido muito com Capablanca, e até apontou que o próprio Alekhine aprendeu muito com este em termos de jogo posicional, antes do match que os iria tornar rivais para sempre.
Botvinnik apontava o livro de Capablanca Chess Fundamentals como indubitavelmente o melhor livro de xadrez alguma vez escrito. Nele, Capablanca referia que apesar de o bispo ser habitualmente mais forte que o cavalo, a combinação dama e cavalo era normalmente superior à combinação dama e bispo. Botvinnik atribui a Capablanca os créditos por ter sido ele o primeiro a ter esta noção.

Outubro 26, 2011

Curso de Xadrez para Prinicipiantes Aula 1 e 2

Outubro 23, 2011

Acção de Formação - Fazer e utilizar Blogues e Sites em contexto escolar

O Grupo 520 (Biologia e Geologia) da Escola Correia Mateus e Blog Geopedrados irão realizar, nos 25.10.2011 (3ª), 26.10.2011 (4ª) e 05.11.2011 (sábado), sendo das 16.00 às 19.00 horas (sessões de 3ª e 4ª) e das 14.30 às 17.30 horas (sessão de sábado), um Workshop de 3 horas para docentes e encarregados de educação, de aprofundamento de conhecimentos sobre a utilização em contexto escolar de Blogues, com especial ênfase na sua aplicação em divulgação de actividades, no uso com turmas/escolas/jardins e/ou Associações de Pais e EE e na sua adaptação a uso escolar.
Os três Workshops serão exatamente iguais, dados pelo formador Fernando Martins e, no âmbito da actividade, cada participante fará um Blogue e um Site (nas plataformas Blogger e Wordpress), sendo ainda feita alusão às possibilidades de utilização da plataforma Moodle em contexto escolar.
Os destinatários são professores, com prioridade para DT’s, professores de 1º Ciclo e educadoras do Agrupamento Dr. Correia Mateus e membros das Associações de Pais e EE do Agrupamento, estando aberta a outros docentes do Agrupamento ou de outras Escolas, até um limite de 10 pessoas por sessão (é necessário ter conhecimentos mínimos de Internet e ter e-mail do Google – Gmail - activo e funcional).
Aceitam-se inscrições por Fax (244 845 019) ou e-mail (fernando.oliveira.martins@gmail.com), indicando Nome, Grupo Disciplinar ou Organização, e-mail e Escola onde lecciona ou onde é Encarregado de Educação, sendo passado um Diploma aos participantes.
Ficheiros de Apoio:

Outubro 14, 2011

Apresentação de livro e observação astronómica

Post em estereofonia com o blog AstroLeiria:
Lançamento do livro "O Homem que via passar as estrelas"
de Luís Mourão 
Leiria 15 de outubro de 2011 (sábado)
18.00 horas 
Sede da Caixa de Crédito de Leiria - Solar dos Ataídes (Largo do Terreiro) 
Trata-se de um texto de teatro para a infância destinado a despertar a curiosidade pela astronomia e o interesse pela ciência em geral complementado por um caderno de actividades de exploração astronómica nas escolas, da autoria de Paulo Simões.
O livro, agora editado pela Deriva, é prefaciado por Máximo Ferreira, um dos mais importantes divulgadores da astronomia em Portugal, e é um dos pouquíssimos textos dramáticos que fazem parte do Plano Nacional de Leitura, dirigido-se, particularmente, aos anos terminais do 1º ciclo do ensino básico e aos 5º e 6º anos do 2º ciclo.
Este lançamento, feito em colaboração com a Livraria Arquivo, tem uma faceta simbólica que gostávamos de sublinhar porque foi aqui que nasceu, de facto, há 15 anos um projeto coerente e sustentado de levar a ciência à escola.
NOTA: sendo amigo do Luís Morão e do Paulo Simões, iria obrigatoriamente (até porque a peça de teatro é fantástica e Paulo Simões é especialista em divulgação científica de Astronomia no 1º Ciclo). Para além disso, pelas 19.00 horas, eu e mais uns amigos iremos fazer uma observação astronómica.
Para quem não sabe onde fica o Solar dos Ataídes (Terreiro - Leiria) aqui fica um mapa interativo:

Outubro 08, 2011

Observação astronómica em Leiria

Post em sintonia com o blog AstroLeiria:
O Núcleo de Astronomia Galileu Galilei (da Escola Correia Mateus - Leiria) e alguns sócios da Ad Astra (Associação para a Divulgação da Astronomia de Amadores) vão realizar hoje uma observação astronómica na Senhora do Monte, logo depois das antenas de rádio (ver mapa no final).
Iremos observar Júpiter, algumas constelações e ver se a chuva de estrelas prevista para hoje (as Dracónidas) é visível em Portugal. Teremos à disposição um telescópio, binóculos, mapas celestes e vontade de ajudar a quem quiser aprender...

Dracónidas, a Lua, Júpiter e Neptuno do Dia Internacional de Observação da Lua

Mapa das Dracónidas 
Dia 8 de Outubro é o Dia Internacional de Observação da Lua (International Observe the Moon Night). A equipa que coordena este evento a nível mundial é constituída por cientistas, educadores, organizações não governamentais, etc. O evento pretende usar o fascínio da Lua para motivar o interesse e despertar curiosidade dos participantes acerca do nosso satélite.
Em 2011, a data escolhida para este evento será coroada por outro fenómeno celeste, as Dracónidas. Essa chuva de estrelas decorre todos os anos nesta mesma época. Alguns estudos publicados antevêem que a Terra se cruzará com alguns rastos de poeiras produzidos pelo cometa 21P/Giacobini–Zinner durante as suas passagens no final do século XIX e princípios do século XX e ao que tudo indica, em 2011, o fenómeno será mais pronunciado.
O número preciso de meteoros que poderá ser observado é muito incerto, mas as estimativas mais modestas apontam para 1 a 10 meteoros por minuto. Infelizmente, devido ao brilho da Lua cheia e da poluição luminosa, apenas 5 a 20% daquele número de meteoros será visível a partir das nossas cidades, o que significa que não devemos esperar observar mais do que um meteoro por minuto.
O máximo da actividade das dracónidas é esperado para o dia 8 de Outubro entre as 16.00 e as 21.00 horas (Tempo Universal - UTC), 17.00 e 22.00, hora de Portugal continental e arquipélago da Madeira. As previsões sugerem um pico de meteoros pouco brilhantes cerca das 21h00 (±30m) hora de Portugal continental e arquipélago da Madeira, causado pelas poeiras do cometa nas passagens de 1900 e 1907.
A Terra já se cruzou previamente com estes rastos de poeiras em 1933 e em 1946, tendo sido produzidas fortes "chuvas" de meteoros em ambas as datas. Existe também a possibilidade de ocorrerem alguns picos mais cedo, entre as 16.00 e as 19.00 horas UTC, que não serão visíveis em Portugal.

Outubro 03, 2011

Xadrez na Escola Correia Mateus – Horários 2011/2012

 

Informamos os alunos interessados em participar na prática de Xadrez de Desporto Escolar que o horário, actividades e locais de treinos serão os referidos neste cartaz. Os alunos ainda não inscritos deverão contactar o professor de Xadrez com urgência ou inscrever-se junta da Telefonista.

Professor responsável: Fernando Martins

Local: Sala 6

Horários:
  • 2ª-feira: 16.45 - 17.30
  • 4ª-feira: 15.00 - 15.45
  • 5ª-feira: 16.45 - 17.30
  • 6ª-feira: 16.45 - 17.30

ACTIVIDADES
  • Ensino de noções elementares.
  • Utilização do Xadrez como ATL e jogo lúdico.
  • Ensino das regras do Xadrez.
  • Ensino de aberturas, meio jogo e finais.
  • Realização de Torneio Interno de Xadrez.
  • Participação em Torneios de outras Escola.
Link para cartaz - AQUI.

Setembro 22, 2011

Acordo ortográfico (herrar é umano)

(imagem daqui)
É com tristeza que informamos que, a partir deste post, este blog vai aderir à nova forma de escrever português, vulgo o Acordo Ortográfico de 1990.
Vai-nos custar um pouco, vamos dar erros, mas, é um fa(c)to, a profissão de professor, que a maioria dos bloggers que aqui escreve tem, assim nos obriga.

Junho 29, 2011

Sugestão de actividade - Pinhal das Artes 2011

Um Rei Trovador, de seu nome Dinis, entendeu por bem semear um pinhal entre Leiria e o mar. A sombra fresca deste pinhal mistura-se com os aromas do Atlântico ali ao fundo e juntos oferecem-nos o cenário mágico do Pinhal das Artes. Os bebés chegam nos embalos de seus pais, e são recebidos por uma praia de sons, cores, cheiros, movimentos e amigos.
Alguns arriscam ouvir o canto dos pássaros nas madrugadas da mata, enquanto outros preferem os sons da noite. Quem opta por ficar na grande tenda central adormece ao som das sestas cantadas, e ali se perde ouvindo flautas e guitarras, cítaras e oboés. As avós preferem as tendas das canções de embalar seus netos, e os irmãos mais velhos ficam a construir brinquedos da floresta.
Os cavalos chegam com o fresco da tarde, mas as carpas Koi dormem no Pinhal, e este ano terão uma casa especialmente confortável. Uma família repete pela terceira vez a tenda que se pisa, e um bebé teima em comer o fantoche do teatro. Aproximam-se fadas do Pinhal que ofertam sementes da terra e cantam sons dos céus. Eis que começa o baile. Não, são as danças sagradas.
Os pic-nics são eternos. O fresco das acácias e os sons das tendas mais próximas ajudam a partilhar sopinhas e papas, saladas e frutas passadas. Ouvem-se guitarras e concertinas, vai começar o concerto. Concertos para Bebés, para esquilos e outros amigos que ali testemunham a visão do tal Rei Trovador. Vou ao teatro, mas só penso nas histórias à fogueira que vão fechar a noite. Ali adormecemos todos.Adeus, voltaremos a estar juntos. Adeus, tu e eu mais uma vez… assim cantaremos vezes sem conta no Pinhal das Artes deste ano. 29 de Junho a 3 de Julho. Em São Pedro de Moel – Marinha Grande, numa organização SAMP - a maternidade das Artes.

PROGRAMA GERAL


Dia  29 – QUARTA-FEIRA
10:00 – Abertura do recinto
10:30 - Espectáculo de Acolhimento – Tenda Central
11:00 – Tendas temáticas multiartes
13:00 – Pic-nic
14:30 – Sesta cantada - Tenda Central
15:00 – Tendas temáticas multiartes
17:00 – Canção da despedida – Tenda Central
19:30 – Saxofones em concerto
21:30 – Berço e Piccolini SAMP
22:30 – Orquestra SwingSamp - Tenda Central

Dia  30 – QUINTA-FEIRA
10:00 – Abertura do recinto
10:30 - Espectáculo de Acolhimento – Tenda Central
11:00 – Tendas temáticas multiartes
13:00 – Pic-nic
14:30 – Sesta cantada - Tenda Central
15:00 – Tendas temáticas multiartes
17:00 – Canção da despedida – Tenda Central
18:00 - Órgão em concerto – Tenda Central
19:00 - Classe de Cordas SAMP
20:00 - Orquestra Caleidoscópica e Ensemble de Saxofones SAMP
21:00 - Coros infantil e Juvenil SAMP
22:00 – Guitarras para todos e canções de sempre

Dia  1 – SEXTA-FEIRA
10:00 – Abertura do recinto
10:30 - Espectáculo de Acolhimento – Tenda Central
11:00 – Tendas temáticas multiarte
13:00 – Pic-nic
14:30 – Sesta cantada - Tenda Central
15:00 – Tendas temáticas multiarte
17:30 – A lebre e o ouriço – TRIOPULANTE
19:00 - Classe de Trompa SAMP
19:30 – Classes de Conjunto SAMP
21:30 – Piccolini Filarmónicos (coro e orquestra de pais e filhos)
22:30 – Histórias à Fogueira e Observação de Estrelas


Dia 2 – SÁBADO
07:30 – Audição de pássaros e chá da manhã com José Artur
10:00 - Concerto para Bebés – Tenda Central
11:00 - Tendas temáticas multiarte
12:00 – Guitarras em concerto
13:00  - Pic-nic
14:30 – Sesta Cantada – Tenda Central
15:00 - Tendas temáticas multiarte
17:00 - Fadas na Fonte das Delícias: Percurso pedestre com Sónia Guerra
17:00 - Projecto AMAR OS SONS – Tenda Central
17:00 - Vida Cooperativa baseada em princípios biológicos e biodinâmicos
18:00 –Classes de Piano SAMP
19:00 – 8 SAMP Estação Teatral
20:00 – Classe de Percussão SAMP
21:00 – Schola Cantorum Pastorinhos de Fátima – Coro Infantil
22:00 – Guitarras para todos e Canções de sempre
22:30 - Histórias à Fogueira e Observação de Estrelas


Dia 3 – DOMINGO
07:30 – Audição de pássaros e chá da manhã com José Artur
08:00 – Fadas no Pinhal Manso: Percurso pedestre com Sónia Guerra
10:00 – Concerto para Bebés – Tenda Central
11:00 - Tendas temáticas multiarte
11:30 – Flautas em concerto – Tenda central
12:30 – Classe de Guitarras SAMP
13:00  - Pic-nic
14:30 – Sesta Cantada – Tenda Central
15:00 - Tendas temáticas multiarte
15:30 – Classes de Violino e Violoncelo SAMP
16:00 - Klassicus SAMP
16:30 – Classes de Oboé, Clarinete e Fagote SAMP – Tenda Central
17:30 – A lebre e o ouriço - TRIOPULANTE
19:00 – Espectáculo de encerramento


CONTEÚDOS
A feira é constituída pelos seguintes espaços:


Tenda Central
A Tenda Central da feira é o espaço onde acontecem os espectáculos de grande grupo.
Este ano, para além dos Concertos para Bebés teremos os TRIOPOLANTE com o espectáculo A lebre e o ouriço. À noite, para além das histórias à fogueira, haverá programação que vai do jazz às canções de sempre.

Haverá também na Tenda Central actividades permanentes para as famílias que não consigam lugar nas tendas temáticas.

Quarta-feira - dia 29
Hora
Momento
Feirantes
10:30
Espectáculo de acolhimento
Berço das Artes SAMP
14:30
Sesta Cantada
Berço das Artes SAMP
17:00
Canção da despedida
Berço das Artes SAMP
19:30
Saxofones em concerto
Bruno Homem e Alberto Roque
21:30
Berço e PICCOLINI SAMP
Berço das Artes SAMP
22:30
Orquestra SwingSamp
Sérgio Ventura


Quinta-feira - dia 30
Hora
Momento
Feirantes
10:30
Espectáculo de acolhimento
Berço das Artes SAMP
14:30
Sesta cantada
Berço das Artes SAMP
17:00
Canção da despedida
Berço das Artes SAMP
18:00
Órgão em concerto
Rute Martins
19:00
Classe de Cordas SAMP
Sara Llano, Rogério Medeiros e Ana Freitas
20:00
Orquestra Caleidoscópica e Ensemble de Saxofones SAMP
Bruno Homem
21:00
Coros infantil e Juvenil SAMP
Oxana Khurdenko
22:00
Guitarras para todos e canções de sempre
Raquel Gomes


Sexta-feira - dia 1
Hora
Momento
Feirantes
10:30
Espectáculo de acolhimento
Berço das Artes SAMP
14:30
Sesta Cantada
Berço das Artes SAMP
17:30
A Lebre e o Ouriço
TRIOPULANTE
19:00
Classe de Trompa SAMP
Ana Abrantes
19:30
Classes de Conjunto SAMP
Bruno Homem e Sérgio Ventura
21:30
Piccolini Filarmónicos SAMP
Coro e Orquestra de pais e filhos
Paulo Lameiro, Bruno Homem, Sérgio Ventura e Oxana Khurdenko.
22:30
Histórias à fogueira e partida observação de estrelas
Pais e filhos com Berço das Artes SAMP

Sábado 2
Hora
Momento
Feirantes
07:30
Partida para observação de pássaros
José Artur
10:00
Concerto para Bebés
Paulo Lameiro com MUSICALMENTE e NARAGÓNIA
12:00
Guitarras em concerto
Sérgio Barreiro e Marco Ferreira
14:30
Sesta Cantada
Berço das Artes SAMP
17:00
Partida para Fonte das Delícias
Sónia Guerra
17:00
Projecto AMAR OS SONS
Bela Belchior e Joana Pinto
17:00
Vida Cooperativa baseada em princípios biológicos e biodinâmicos
Filipa Júlio
18:00
Classes de Piano SAMP
Luís Batalha, Oxana Khurdenko e Yumiko Ishizuka.
19:00
8 SAMP Estação Teatral
Simão Vieira
20:00
Classe de Percussão SAMP
Sérgio Nogueira
21:00
Schola Cantorum Pastorinhos de Fátima – Coro Infantil
Paulo Lameiro
22:00
Guitarras para todos e canções de sempre
Raquel Gomes
22:30
Histórias à Fogueira e partida para Observação de Estrelas
Pais e filhos com Berço das Artes SAMP

Domingo 3
Hora
Momento
Feirantes
07:30
Partida para Audição de pássaros
José Artur
08:00
Partida para Fonte das Delícias
Sónia Guerra
10:00
Concerto para Bebés
Paulo Lameiro com MUSICALMENTE e NARAGÓNIA
11:30
Classes de Flauta SAMP
Vera Pereira, Rui Marques e Carla Antunes
12:30
Classe de Guitarras SAMP
Sérgio Barreiro e Marco Ferreira
14:30
Sesta Cantada
Berço das Artes SAMP
15:30
Classes de Violino e Violoncelo SAMP
Sara Llano, Ana Freitas e Rogério Medeiros
16:00
Klassicus SAMP
Sérgio Ventura
16:30
Classes de Oboé, Clarinete e Fagote SAMP
Frederico Fernandes, Sérgio Ventura e Nuno Gonçalves
17:30
A Lebre e o Ouriço
TRIOPULANTE
19:00
Espectáculo de Encerramento
Todos os artistas do Pinhal


NOTA: no ano em que passam 750 anos do nascimento de El-Rei D. Dinis, que melhor forma de o homenagear do que ir ao seu Pinhal, ouvir música, brincar com os meninos e graúdos, ouvir os progressos de pais e filhos? Eu lá estarei na quinta, para ouvir o meu filhote tocar órgão, na sexta para, com os Piccolini Filarmónicos SAMP (Coro e Orquestra de pais e filhos) tocar e cantar e, depois, na mesma noite, às 22.30 horas, no Ponto Novo (um local com torre de vigia de fogos, no cimo de uma duna próxima do local das actividades musicais) fazer uma Observação Astronómica com os meus colegas da Ad Astra - Associação para a Divulgação da Astronomia de Amadores, que repetiremos à mesma hora no sábado.

Venham ver, sentir, cheirar e ouvir um espectáculo único no Mundo...!