O Xadrez no Desporto Escolar em Leiria

Este é o Blog oficioso dos Núcleos de Xadrez do Desporto Escolar da Coordenação Educativa de Leiria (CE Leiria). Nele irão ser colocados todos os materiais elaborados pelos Coordenadores dos Núcleos, fotografias de actividades, materiais de apoio, modelos de material, divulgação de actividades, classificações de provas e outros que se ache interessante divulgar. É ainda um lugar de debate de ideias e em que os próprios alunos poderão dialogar, apresentar-se e colocar questões.

Dezembro 08, 2009

Reunião dos Professores de Xadrez do DE de Leiria


Amanhã, dia 9 de Dezembro de 2009, há uma reunião de preparação de trabalho dos docentes de Xadrez do Desporto Escolar de Leiria, nas instalações do Agrupamento de Escolas Dr. Correia Mateus a partir das 15.00 horas, na sala 6, com a seguinte ordem de trabalhos:

1. Informações;
2. Definição das datas de competição inter-escolas;
3. Formação;
4. Outros assuntos.

Irá fazer-se a divulgação do site do Desporto Escolar de Leiria e do Blog XadrezLeiria, das funções do coordenador do Xadrez da Equipa de Apoio às Escolas de Leiria, discutir-se-á as datas e locais dos torneios inter-escolas, falar-se-á da data da Formação deste ano e das matérias a abordar e discutir-se-á ainda outros assuntos que os presentes queiram que sejam abordados.

Haverá documento a oficializar a presença, para quem o solicitar...

Novembro 28, 2009

Tertúlia da SCT 2009 - final

Rómulo Vasco da Gama de Carvalho/António Gedeão
(Lisboa, 24.11.1906 - Lisboa, 17.02.1997)

(Caricatura in Blog Desenhos do Rui)

Filho de um funcionário dos correios e telégrafos e de uma dona de casa, Rómulo Vasco da Gama de Carvalho nasceu a 24 de Novembro de 1906 na lisboeta freguesia da Sé. Aí cresceu, juntamente com as irmãs, numa casa modesta da rua do Arco do Limoeiro (hoje rua Augusto Rosa), no seio de um ambiente familiar tranquilo, profundamente marcado pela figura materna, cuja influência foi decisiva para a sua vida.

Na verdade, a sua mãe, apesar de contar somente com a instrução primária, tinha como grande paixão a literatura, sentimento que transmitiu ao filho Rómulo, assim baptizado em honra do protagonista de um drama lido num folhetim de jornal. Responsável por uma certa atmosfera literária que se vivia em sua casa, é ela que, através dos livros comprados em fascículos, vendidos semanalmente pelas casas, ou, mais tarde, requisitados nas livrarias Portugália ou Morais, inicia o filho na arte das palavras. Desta forma Rómulo toma contacto com os mestres - Camões, Eça, Camilo e Cesário Verde, o preferido - e conhece As Mil e Uma Noites, obra que viria a considerar uma da suas bíblias.

Criança precoce, aos 5 anos escreve os primeiros poemas e aos 10 decide completar "Os Lusíadas" de Camões. No entanto, a par desta inclinação flagrante para as letras, quando, ao entrar para o liceu Gil Vicente, toma pela primeira vez contacto com as ciências, desperta nele um novo interesse, que se vai intensificando com o passar dos anos e se torna predominante no seu último ano de liceu.

Este factor será decisivo para a escolha do caminho a tomar no ano seguinte, aquando da entrada na Universidade, pois, embora a literatura o tenha acompanhado durante toda a sua vida, não se mostrava a melhor escolha para quem, além de procurar estabilidade, era extremamente pragmático e se sentia atraído pelas ciências justamente pelo seu lado experimental. Desta forma, a escolha da área das ciências, apesar de não ter sido fácil, dá-se.

E assim, enquanto Rómulo de Carvalho estuda Ciências Físico-Químicas na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, as palavras ficam guardadas para quando, mais tarde, surgir alguém que dará pelo nome de António Gedeão.

Em 1932, um ano depois de se ter licenciado, forma-se em ciências pedagógicas na faculdade de letras da cidade invicta, prenunciando assim qual será a sua actividade principal daí para a frente e durante 40 anos - professor e pedagogo.

Começando por estagiar no Liceu Pedro Nunes e ensinar durante 14 anos no Liceu Camões, Rómulo de Carvalho é, depois, convidado a ir leccionar para o liceu D. João III, em Coimbra, permanecendo aí até, passados oito anos, regressar a Lisboa, convidado para professor metodólogo do grupo de Físico-Químicas do Liceu Pedro Nunes.

Exigente, comunicador por excelência, para Rómulo de Carvalho ensinar era uma paixão. Tal como afirmava sem hesitar, ser Professor tem de ser uma paixão - pode ser uma paixão fria mas tem de ser uma paixão. Uma dedicação. E assim, além da colaboração como co-director da "Gazeta de Física" a partir de 1946, concentra, durante muitos anos, os seus esforços no ensino, dedicando-se, inclusive, à elaboração de compêndios escolares, inovadores pelo grafismo e forma de abordar matérias tão complexas como a física e a química. Dedicação estendida, a partir de 1952, à difusão científica a um nível mais amplo através da colecção Ciência Para Gente Nova e muitos outros títulos, entre os quais Física para o Povo, cujas edições acompanham os leigos interessados pela ciência até meados da década de 1970. A divulgação científica surge como puro prazer - agrada-lhe comunicar, por escrito e com um carácter mais amplo, aquilo que, enquanto professor, comunicava pela palavra.

A dedicação à ciência e à sua divulgação e história não fica por aqui, sendo uma constante durante toda a sua a vida. De facto, Rómulo de Carvalho não parou de trabalhar até ao fim dos seus dias, deixando, inclusive trabalhos concluídos, mas por publicar, que por certo vêm engrandecer, ainda mais, a sua extensa obra científica.

Apesar da intensa actividade científica, Rómulo de Carvalho não esquece a arte das palavras e continua, sempre, a escrever poesia. Porém, não a considerando de qualidade e pensando que nunca será útil a ninguém, nunca tenta publicá-la, preferindo destruí-la.

Só em 1956, após ter participado num concurso de poesia de que tomou conhecimento no jornal, publica, aos 50 anos, o primeiro livro de poemas Movimento Perpétuo. No entanto, o livro surge como tendo sido escrito por outro, António Gedeão, e o professor de física e química, Rómulo de Carvalho, permanece no anonimato a que se votou.

O livro é bem recebido pela crítica e António Gedeão continua a publicar poesia, aventurando-se, anos mais tarde, no teatro e,depois, no ensaio e na ficção.

A obra de Gedeão é um enigma para os críticos, pois além de surgir, estranhamente, só quando o seu autor tem 50 anos de idade, não se enquadra claramente em qualquer movimento literário. Contudo o seu enquadramento geracional leva-o a preocupar-se com os problemas comuns da sociedade portuguesa, da época.

Nos seus poemas dá-se uma simbiose perfeita entre a ciência e a poesia, a vida e o sonho, a lucidez e a esperança. Aí reside a sua originalidade, difícil de catalogar, originada por uma vida em que sempre coexistiram dois interesses totalmente distintos, mas que, para Rómulo de Carvalho e para o seu "amigo" Gedeão, provinham da mesma fonte e completavam-se mutuamente.

A poesia de Gedeão é, realmente, comunicativa e marca toda uma geração que, reprimida por um regime ditatorial e atormentada por uma guerra, cujo fim não se adivinhava, se sentia profundamente tocada pelos valores expressos pelo poeta e assim se atrevia a acreditar que, através do sonho, era possível encontrar o caminho para a liberdade. É deste modo que "Pedra Filosofal", musicada por Manuel Freire, se torna num hino à liberdade e ao sonho.E, mais tarde, em 1972, José Nisa compõe doze músicas com base em poemas de Gedeão e produz o álbum "Fala do Homem Nascido".

O professor Rómulo de Carvalho, entretanto, após 40 anos de ensino,em 1974, motivado em parte pela desorganização e falta de autoridade que depois do 25 de Abril tomou conta do ensino em Portugal, decide reformar-se. Exigente e rigoroso, não se conforma com a situação. Nessa altura é convidado para leccionar na Universidade mas declina o convite.

Incapaz de ficar parado, nos anos seguintes dedica-se por inteiro à investigação publicando numerosos livros, tanto de divulgação científica, como de história da ciência. Gedeão também continua a sonhar, mas o fim aproxima-se e o desejo da morrer determina, em 1984, a publicação de Poemas Póstumos.

Em 1990, já com 83 anos, Rómulo de Carvalho assume a direcção do Museu Maynense da Academia das Ciências de Lisboa, sete anos depois de se ter tornado sócio correspondente da Academia de Ciências, função que desempenhará até ao fim dos seus dias.

Quando completa 90 anos de idade, a sua vida é alvo de uma homenagem a nível nacional. O professor, investigador, pedagogo e historiador da ciência, bem como o poeta, é reconhecido publicamente por personalidades da política, da ciência, das letras e da música.

Infelizmente, a 19 de Fevereiro de 1997 a morte leva-nos Rómulo de Carvalho. Gedeão, esse já tinha morrido alguns anos antes, aquando da publicação de Poemas Póstumos e Novos Poemas Póstumos.

Avesso a mostrar-se, recolhido, discreto, muito calmo, mas ao mesmo tempo algo distante, homem de saberes múltiplos e de humor subtil, Rómulo de Carvalho que nunca teve pressa, mas em vida tanto fez, deixa, em morte, uma saudade imensa da parte de todos quantos o conheceram e à sua obra.

Tertúlia da SCT 2009 - VI

Como está quase a terminar a Semana da Ciência e Tecnologia de 2009, não podíamos deixar de recordar o mais famoso poema de Gedeão, imortalizado no saudoso programa Zip-Zip por Manuel Freire, aqui num filme muito interessante retirado do YouTube.



Pedra filosofal

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
É tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral
pináculo de catedral
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo de Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Columbina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

in Movimento Perpétuo, António Gedeão (1956)

Novembro 26, 2009

Tertúlia da SCT 2009 - V


Mais um poema de António Gedeão profusamente cantado (só tenho pena de não encontrar a versão de Manuel Freire...):


Poema da malta das naus

Lancei ao mar um madeiro,
espetei-lhe um pau e um lençol.
Com palpite marinheiro
medi a altura do Sol.

Deu-me o vento de feição,
levou-me ao cabo do mundo.
pelote de vagabundo,
rebotalho de gibão.

Dormi no dorso das vagas,
pasmei na orla das prais
arreneguei, roguei pragas,
mordi peloiros e zagaias.

Chamusquei o pêlo hirsuto,
tive o corpo em chagas vivas,
estalaram-me a gengivas,
apodreci de escorbuto.

Com a mão esquerda benzi-me,
com a direita esganei.
Mil vezes no chão, bati-me,
outras mil me levantei.

Meu riso de dentes podres
ecoou nas sete partidas.
Fundei cidades e vidas,
rompi as arcas e os odres.

Tremi no escuro da selva,
alambique de suores.
Estendi na areia e na relva
mulheres de todas as cores.

Moldei as chaves do mundo
a que outros chamaram seu,
mas quem mergulhou no fundo
do sonho, esse, fui eu.

O meu sabor é diferente.
Provo-me e saibo-me a sal.
Não se nasce impunemente
nas praias de Portugal.



in Teatro do Mundo - António Gedeão (1958)

Novembro 25, 2009

Tertúlia SCT - IV



Mais um poema de António Gedeão, magistralmente cantado por Adriano Correia de Oliveira e com música de José Niza:




Fala do Homem nascido


Venho da terra assombrada
do ventre de minha mãe
não pretendo roubar nada
nem fazer mal a ninguém

Só quero o que me é devido
por me trazerem aqui
que eu nem sequer fui ouvido
no acto de que nasci

Trago boca para comer
e olhos para desejar
tenho pressa de viver
que a vida é água a correr

Venho do fundo do tempo
não tenho tempo a perder
minha barca aparelhada
solta rumo ao norte
meu desejo é passaporte
para a fronteira fechada

Não há ventos que não prestem
nem marés que não convenham
nem forças que me molestem
correntes que me detenham

Quero eu e a natureza
que a natureza sou eu
e as forças da natureza
nunca ninguém as venceu

Com licença com licença
que a barca se fez ao mar
não há poder que me vença
mesmo morto hei-de passar
com licença com licença
com rumo à estrela polar

Novembro 24, 2009

Tertúlia SCT 2009 - III

DARWIN CANTADO NA RUA




Philadelphia street performer Brett Keyser brings evolution to the people

Novembro 23, 2009

Tertúlia SCT 2009 - II


Para começar bem, aqui fica um filme, feito pelo autor deste post, com base no poema de António Gedeão Lágrima de Preta, cantado na sua versão original por Adriano Correia de Oliveira, com música de José Niza.




Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.


Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.


Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.


Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.


Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:


Nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

Tertúlia da Semana da Ciência e Tecnologia 2009


Começamos hoje (com uns dias de atraso...) a nossa Tertúlia on line comemorativa da Semana da Ciência e Tecnologia 2009.

Esta tertúlia serve, sobretudo, para fazer a comemoração da Semana da Ciência e Tecnologia 2009 e do aniversário do nascimento de Rómulo de Carvalho, com publicação de poemas, músicas, filmes e textos sobre este cientista e pedagogo e ainda dos textos do seu pseudónimo António Gedeão.

Para já este post é colocado em estereofonia pelos seguintes Blogues:

Novembro 18, 2009

Festa da Astronomia das Escolas de Leiria - 21.11.2009



LOCAL: ESCOLA BÁSICA DR. CORREIA MATEUS – LEIRIA

DATA: 21.11.2009 (SÁBADO)

HORÁRIO: 16.30 – 24.00 HORAS

ACTIVIDADES: ACTIVIDADE COM A REALIZAÇÃO DE ATELIÊS DIDÁCTICOS, MODELOS GIGANTES, APRESENTAÇÕES MULTIMÉDIA, DIVULGAÇÃO DE LIVROS E OBSERVAÇÕES ASTRONÓMICAS. HAVERÁ BAR COM COMIDA DURANTE TODA A ACTIVIDADE.

PROGRAMA

16.30 – 17.00 horas: Apresentação de modelo, gigante e à escala, do Sistema Solar (Jardim Escola João de Deus de Leiria).
17.00 – 17.15 horas: Apresentação multimédia – Morfologia Lunar (Fernando Martins)
17.15 – 18.00 horas: Apresentação multimédia – Meteoritos (a definir)
18.00 – 18.30 horas: Atelier de construção de modelos de constelações (Paulo Simões)
18.30 – 19.30 horas: Apresentação do livro infantil “O Mistério da Estrelinha Curiosa” e sessão de autógrafos (Leonor Lourenço)
19.30 – 20.30 horas: Apresentação multimédia – Uma visão actual do Sistema Solar (Fernando Martins)


OBSERVAÇÕES ASTRONÓMICAS

Haverá observação astronómica a partir das 18.00 horas, com astrónomos a explicar o que se vê. Para além dos telescópios e binóculos disponibilizados pela organização, os participantes podem trazer o seu material.


ALIMENTAÇÃO

Haverá Bar com refeições durante toda a actividade, com os seguintes itens à venda:
- rissóis
- pastéis de bacalhau
- bolos caseiros
- bifana no pão
- caldo verde com chouriço
- sumos
- cerveja
- vinho
- café
- outros
NOTA: actividade dos Pais e EE do 6º Ano – Turma A, cujas receitas serão usadas numa ida aos Açores.


OUTROS ASPECTOS
  • Haverá várias casas de banho disponíveis para os participantes;
  • Estará presente um modelo gigante interactivo do sistema Sol-Terra-Lua, do Jardim Escola João de Deus de Leiria;
  • Será feita a apresentação de trabalhos de alunos da Escola Correia Mateus;
  • Todas as apresentações multimédia serão em ecrã gigante;
  • Se houver mau tempo a observação será substituída por projecção em ecrã gigante com simulador do céu;
  • Os participantes poderão levar projecções multimédia ou programas usados se trouxerem material informático para se gravar.

ORGANIZAÇÃO

- Núcleo de Astronomia Galileu Galilei - Escola Básica Dr. Correia Mateus;
- Departamento de Matemática e Ciências Exactas - Escola Dr. Correia Mateus;
- Astrónomos e Professores da Região:
  • Fernando Martins
  • Paulo Simões
  • Fernando Cadima
  • João Cruz
  • Paulo Costa
  • Leonor Lourenço
LOCALIZAÇÃO DA ACTIVIDADE

A actividade decorrerá na Escola Básica Dr. Correia Mateus (nas proximidades do Centro Social e Paroquial Paulo VI), numa transversal da Rua Paulo VI, como podem ver neste mapa interactivo:


Ver mapa maior

SITES DE DIVULGAÇÃO

A actividade, que faz parte da Semana da Ciência e Tecnologia (Ciência Viva), está colocada no seguinte site:

- Haverá ainda referência à actividade nos seguintes sítios da Internet:
Site Oficial do Agrupamento de Escolas Dr. Correia Mateus:

Blog AstroLeiria:


CONTACTOS - ORGANIZAÇÃO

- Professor Fernando Martins:
  • Telefone: 244 834 505
  • Telemóvel: 960 081 251
  • Fax: 244 845 019


DOWNLOAD - MATERIAL DE APOIO

in Blog AstroLeiria - post de Fernando Martins

Outubro 27, 2009

Campeonatos Nacionais Absolutos e Femininos Sub-08 a Sub20 Semi-Rapidas são na Benedita


A Federação Portuguesa de Xadrez escolheu a candidatura feita pela Associação Xadrez de Leiria, Academia Xadrez da Benedita e Externato Cooperativo da Benedita, o que é uma honra para todas as entidades envolvidas. Estes Campeonatos jovens Sub 08 a Sub20 (Semi-rápidas) contam com o apoio da Câmara Municipal de Alcobaça e Junta de Freguesia da Benedita. As provas serão contabilizadas para ELO Semi-Rápidas.

Lembramos os escalões etários em vigor na época 2009/2010:
a) Sub-08 -> se nascido em 2002 ou depois;
b) Sub-10 -> se nascido em 2000 ou 2001;
c) Sub-12 -> se nascido em 1998 ou 1999;
d) Sub-14 -> se nascido em 1996 ou 1997;
e) Sub-16 -> se nascido em 1994 ou 1995;
f) Sub-18 -> se nascido em 1992 ou 1993;g) Sub-20 -> se nascido em 1990 ou 1991.

O Centro Cultural Gonçalves Sapinho - Benedita vai receber os Campeonatos Nacionais Absolutos e Femininos de sub 8 a sub 20 de partidas semi-rápidas Época 2009/2010. A prova realiza-se no próximo dia 7 de Novembro a partir das 10,30 horas.

Esperamos por vós.

Regulamento

O Centro Cultural Gonçalves Sapinho (CCGS) é um moderno espaço multifuncional do ECB - Externato Cooperativo da Benedita, dotado das mais avançadas tecnologias, que fazem dele o local privilegiado para a realização dos mais variados eventos culturais.Sendo prioritariamente um espaço para utilização do ECB nas suas múltiplas actividades, encontra-se também aberto à comunidade.Desde a sua inauguração tem sido palco de variadíssimos eventos, sobretudo de carácter cultural e cívico.Com uma excelente localização em termos de acessibilidades, o CCGS, pelas condições físicas e técnicas de que dispõe, reúne condições ímpares na região para a realização de congressos, palestras, acções de formação, apresentações temáticas, espectáculos e outros eventos. Além do auditório, com uma lotação para 360 pessoas, o CCGS possui uma sala multiuso, com capacidade para 70 pessoas, uma biblioteca, uma sala de audiovisual, átrios para exposições e um salão para grandes eventos (festas, feira do livro, mostras, torneios de xadrez, entre outros).

A localização fica junto à Igreja, mesmo ao lado do Externato Cooperativo da Benedita.

Vejam a localização da Benedita

Residenciais onde poderão fazer reservas para dormirem estas ficam a 2 a 3 Km do local de jogo:
1 - Restaurante Costa Brava e Residencial Brava
Venda Rega - Benedita
2475-042 BENEDITA
Telefone: 262 929 692
Fax: 262 921 270
2- Restaurante Bar O Fernando, Lda.
Venda Rega-Benedita
2475-042 BENEDITA
Telefone: 262929392
Fax:262929230

Outros locais onde poderão pernoitar:
Rio Maior - 10 Km
Alcobaça - 17 Km
Caldas Rainha - 20 Km

Outubro 09, 2009

Magnus Carlsen vence na China!

Magnus Carlsen vence na China!

Carlsen vence Pearl Primavera 3002 (China) com desempenho que terminou hoje com 8 pontos em 10 possiveis. Carlsen não perdeu qualquer jogo. Ganhou 6 jogos e empatou 4. Os jogos começavam às 6 horas da manhã. Na última ronda, quando todos ainda estavam a dormir aqui na Europa, o jovem Norueguês, Magnus Carlsen, obteve uma vitória sobre o russo GM Dmitry Jakovenko. Os outros dois jogos foram combativos, mas com empates o que deixou o jovem norueguês a dois pontos e meio do segundo, Topalov. Na próxima lista ELO Carlsen irá juntar-se ao grupo de elite (de apenas quatro jogadores) que atravessaram os 2800. Parabéns Magnus!

Magnus está actualmente a ser treinado actualmente por Kasparov. Com resultados à vista!
Vejamos os jogos de hoje.

Reparem como Carlsen jogou hoje não dando qualquer hipótese nesta última sessão a Jakovenko.


Carlsen, M (2772) - Jakovenko, D (2742) [D31]

2 Pearl Primavera Nanquim China (10), 09.10.2009
1.d4 d5 2.c4 e6 3.Nc3 Be7 4.cxd5 exd5 5.Bf4 c6 6.Qc2 Bd6 7.Bxd6 Dxd6 8.e3 Ne7 9.Bd3 b6 10.Nf3 Ba6 11,0-0 Bxd3 12.Qxd3 Cd7 13. E4 0-0 14.e5 De6 15.Rae1 Rfe8 16.Nh4 Ng6 17.Nxg6 Qxg6 18.Qd2 NF8 19.f4 Qf5 20.Nd1 Ne6 f6 21.Ne3 Qd7 22.Qd3 fxe5 23.dxe5 24.f5 Nc5 25. Qd4 Ne4 26.Nxd5 Qxd5 27.Qxe4 Rad8 28.e6 Qxe4 29.Rxe4 Rd6 30.g4 Rf8 31.g5 Re7 32.Kg2 Rd5 33.Kg3 Kd6 34.h4 c5 35.f6 gxf6 36.gxf6 Rd3 + 37.Kh2 Rd2 + 38.Kh1 1-0.


Topalov, V (2813) - Radjabov, T (2757)

[E98] 2 Pearl Primavera Nanquim China (10), 09.10.2009

1.d4 Nf6 2.c4 Nc6 g6 3.Nc3 Bg7 4.E4 d6 5.Nf3 0-0 6.Be2 e5 7,0-0 8.d5 Ne7 9.Ne1 Cd7 10.Be3 f5 11.f3 f4 12.Bf2 g5 13.Rc1 Ng6 14.c5 Nxc5 15.b4 Ca6 16.Nd3 Bf6 Rf7 17.Nb5 b6 18.Be1 19.Nf2 BD8 h5 20.h3 Bb7 21.Rc2 Qd7 22.Qd3 23.Bd2 Nb8 Ba6 24.Rfc1 25. Rc3 Rg7 26.Ra3 Ne7 27.Be1 NC8 28.Rac3 Rh7 29.Nd1 Kh6 Rg7 30.Bf2 Kh7 31.Nb2 32.Kf1 Kh7 33.Ke1 Kh6 34.R3c2 Rf7 35.Nd1 Kg8 Rg7 36.Bf1 Kh7 37.Rc3 38.R1c2 Kh7 39.Kd2 Kg8 40.Kc1 Kh7 41.Kb2 Rg8 42.Rc1 Kh7 43.R3c2 Kg8 44.Ndc3 Qe8 45.Nb1 Bxb5 46.Qxb5 qf8 47.Na3 a6 48.Qa4 Ra7 49.Qb3 RA8 50. NB1 Qe8 51.Nc3 Ra7 52.Be2 Rf8 53.Rd1 Qd7 54.Ka1 Qe8 55.Rdc1 Qd7 56.Rb2 Qe8 57.Qd1 Rb7 58.Qf1 b5 59.a4 bxa4 60.Bxa6 Nxa6 61.Qxa6 Rb8 62.Nxa4 G4 63.hxg4 hxg4 64.Kb1 Qd7 65.Nc3 Ne7 66.b5 Qc8 67.Qa3 RA8 68.Qb4 Rg6 Qd7 69.b6 cxb6 70.Nb5 71.Be1 Kg8 72.Qb3 Kf8 73.Qd3 Rg8 74.Bb4 Rc8 75. RBC2 Rxc2 76.Rxc2 NC8 77.Kb2 gxf3 78.gxf3 na7 79.Nxa7 Qxa7 80.Qb5 Rg8 Kf7 81.Rh2 Be7 82.Rc2 83.Kb3 RA8 84.Qc6 85.Qxb5 b5 Rb8 Qg1 86.Qc6 87.Qc3 Qb1 + 88.Rb2 Qd1 + 89.Ka2 Rh8 90.Ba3 Rh1 91.Qc8 QA1 + 92.Kb3 Qd1 + 93.Ka2 QA1 + 94.Kb3 Qd1 + 95.Ka2 1/2 - 1/2.

Leko, P (2762) - Wang Yue (2736) [C42]
2 Pearl Primavera Nanquim China (10), 09.10.2009
1.e4 e5 2.Cf3 Cf6 3.Nxe5 d6 4.Nf3 Nxe4 5.Nc3 Nxc3 6.dxc3 Be7 7.Be3 Nc6 8.Qd2 Be6 9.0-0-0 Bf6 Qd7 10.Kb1 11.h4 h6 12.Nd4 Nxd4 13.cxd4 c6 14.f3 d5 15.Bf4 Be7 16.Re1 Bd6 17.Bd3 0-0-0 18.Re2 Bxf4 19.Qxf4 Qd6 20.Qxd6 Rxd6 21.Kc1 Rd8 22.Kd2 Bd7 23.b3 Re8 24. G4 Rde6 25.Rxe6 Bxe6 26.Rg1 KC7 27.f4 Kd6 28.h5 Rh8 29.Ke3 RA8 b6 30.b4 Bd7 31.Kf3 32.Rb1 Bc8 a5 33.bxa5 b5 34.a4 bxa4 35.a6 36.Ra1 Bxa6 37.Rxa4 Bb7 38.Rxa8 Bxa8 39.g5 Bb7 40.c3 Bc8 41.Kg3 Bc8 f6 42.gxh6 gxh6 43.Kf3 Bd7 44.Kg3 45.Kf3 Bd7 46.Kg3 Bc8 1/2 - 1/2.


Outubro 08, 2009

Blog a visitar

Setembro 03, 2009

Percurso pedestre na Serra dos Candeeiros


No dia 19.09.2009, sábado, vamos realizar - o Fernando e Adelaide Martins e os Blogues Geopedrados e GeoLeiria - um Percurso Pedestre no PNSAC, para professores das Escolas Rodrigues Lobo e Correia Mateus e seus familiares, bem para como os leitores dos blogues antes referidos.


A actividade começa às 06.30 horas da manhã, na Travessa da Rua das Olhalvas (junto ao Café Olhalvas), de onde se parte para a Bezerra (Porto de Mós). Os carros são deixados no início do Percurso (junto do campo de futebol) e depois é só fazer os cerca de 12 quilómetros (da Bezerra até à Corredoura e regresso ao ponto inicial), primeiro pela antiga linha de comboio e depois a meia encosta (passando no Carvalhal de Figueiredo).


O objectivo é partir para ver o nascer-do-Sol já no percurso (que demora cerca de 3 a 4 horas e é lindíssimo...), fazer um picnic no fim e depois decidir conjuntamente o que fazer à tarde (eu estava a pensar em ir à disjunção prismática de Portela de Teira, à depressão de Alvados ou até às pedreiras de Cabeço das Pombas)...


Os interessados deverão comunicar-nos a sua participação, até 6.ª-feira às 23.00 horas, via e-mail: fernando.oliveira.martins@gmail.com. É necessário calçado para trekking (umas boas botas - há pedras soltas no início do percurso...), boné, protector solar, bastante água e comida para partilhar no picnic.


Mapa da 1ª parte do Percurso


Percurso pedestre Bezerra - Corredoura


NOTA: post alterado - a data da actividade foi modificada por doença de um dos inscritos...

Setembro 02, 2009

XI Torneio Internacional da Cela - 18 Outubro - Regulamento


No dia 18 de Outubro de 2009 realiza-se o XI Torneio Internacional de Xadrez da Cela (Alcobaça) , um torneio com 8 sessões de semi-rápidas de 20 minutos. Uma organização da Nova União das Colectividades do Concelho de Alcobaça e do Centro Cénico da Cela que comemora o seu 36º aniversário.

Com os apoios de Associação Xadrez de Leiria, Academia Xadrez da Benedita, Fundação INATEL (Delegação de Leiria) e Externato Cooperativo Benedita. Junta de Freguesia da Cela e da Câmara Municipal de Alcobaça.

Junho 05, 2009

Dia do Ambiente

Do Blog espeleológico Profundezas... publicamos o seguinte post:



Como se pode comprar ou vender o firmamento, ou ainda o calor da terra? Tal ideia é-nos desconhecida. Se não somos donos da frescura do ar nem do fulgor das águas, como poderão vocês comprá-los?

Cada parcela desta terra é sagrada para o meu povo.
Cada brilhante mata de pinheiros, cada grão de areia nas praias, cada gota de orvalho nos escuros bosques, cada outeiro e até o zumbido de cada insecto é sagrado para a memória e para o Passado do meu povo. A seiva que circula nas veias das árvores leva consigo a memória dos Peles Vermelhas.

Os mortos do homem branco esquecem-se do seu país de origem quando empreendem as suas viagens no meio das estrelas; ao contrário os nossos mortos nunca podem esquecer-se desta bondosa terra, pois ela é a mãe dos Peles Vermelhas.

Somos parte da terra e do mesmo modo ela é parte de nós próprios.
As flores perfumadas são nossas irmãs, o veado, o cavalo, a grande águia são nossos irmãos; as rochas escarpadas, os húmidos prados, o calor do corpo do cavalo e do homem, todos pertencemos à mesma família.
Por tudo isto, quando o Grande Chefe de Washington nos envia a mensagem de que quer comprar as nossas terras, está a pedir-nos demasiado. Também o Grande Chefe nos diz que nos reservará um lugar em que todos possamos viver confortavelmente uns com os outros. Ele se converterá, então, em nosso pai e nós em seus filhos. Por esta razão consideraremos a sua oferta de comprar as nossas terras. Isto não é fácil, já que esta terra é sagrada para nós.

A água cristalina que corre nos rios e ribeiros não é somente água: representa também o sangue dos nossos antepassados.
Se lhes vendermos a terra, deverão recordar-se que ela é sagrada e, ao mesmo tempo ensinar, aos vossos filhos que ela é sagrada e que cada reflexo nas claras águas dos lagos conta acontecimentos e memórias das vidas das nossas gentes.
O murmúrio da água é a voz do pai do meu pai.
Os rios são nossos irmãos e saciam a nossa sede; são sulcados pelas nossas canoas e alimentam os nossos filhos. Se lhes vendermos a nossa terra, deverão recordar-se e ensinar aos vossos filhos que os rios são vossos irmãos e também o são deles, e que, portanto, devem tratá-los com a mesma doçura com que se trata um irmão.

Sabemos que o Homem Branco não compreende o nosso modo de vida. Ele não sabe distinguir um pedaço de terra de outro, porque ele é um estranho que chega de noite e tira da terra o que necessita.

A terra não é sua irmã, mas sim sua inimiga e, uma vez conquistada, ele segue o seu caminho, deixando atrás de si a sepultura dos seus pais, sem se importar com isso!

Rouba a terra aos seus filhos: também não se importa! Tanto a sepultura dos seus pais como o património dos seus filhos são esquecidos. Trata a sua Mãe, a Terra, e o seu irmão, o Firmamento, como objectos que se compram, se exploram e se vendem como ovelhas ou contas coloridas. O seu apetite devorará a terra deixando atrás de si só o deserto.

Não sei mas a nossa maneira de viver é diferente da vossa. Só de ver as vossas cidades entristecem-se os olhos do Pele Vermelha. Mas talvez seja porque o Pele Vermelha é um selvagem e não compreende nada.

Não existe um lugar tranquilo nas cidades do Homem Branco, não há sítio onde escutar como desabrocham as folhas das árvores na Primavera ou como esvoaçam os insectos.

Mas talvez isto seja porque sou um selvagem que não compreende nada. Basta o ruído para insultar os nossos ouvidos.
Depois de tudo, para que serve a vida se o homem não puder escutar o grito solitário do noitibó nem as discussões nocturnas das rãs nas margens de um charco? Sou Pele Vermelha e nada entendo.

Nós preferimos o suave sussurrar do vento sobre a superfície dum charco, assim como o cheiro deste mesmo vento purificado pela chuva do meio-dia ou perfumado com o aroma dos pinheiros.
O ar tem um valor inestimável para o Pele Vermelha, uma vez que todos os seres partilham um mesmo alento - O animal, a árvore, o homem, todos respiramos o mesmo ar.

O Homem Branco não parece estar consciente do ar que respira; como um moribundo que agoniza durante muitos dias e é insensível ao mau cheiro. Mas se lhes vendermos as nossas terras, deverão recordar-se que o ar é, para nós, inestimável, que partilha o seu espírito com a vida que mantém. O vento, que deu aos nossos avós o primeiro sopro de vida, também recebe os seus últimos. E, se lhes vendermos as nossas terras, deverão conservá-las como coisa à parte e sagrada, como um lugar onde até o Homem Branco poderá saborear o vento perfumado pelas flores das pradarias.

Por tudo isso, consideraremos a vossa oferta de comprar as nossas terras. Se decidirmos aceitá-la, eu porei uma condição: o Homem
Branco deverá tratar os animais desta terra como seus irmãos.
Sou um selvagem e não compreendo outro modo de vida. Tenho visto milhares de bisontes apodrecendo nas pradarias, mortos a tiro pelo Homem Branco, da janela de um comboio em andamento.

Sou um selvagem e não compreendo como é que uma máquina fumegante pode ser mais importante que um bisonte que nós só matamos para sobreviver.

Que seria dos homens sem os animais? Se todos fossem exterminados, o homem também morreria de uma grande solidão espiritual. Porque o que suceder aos animais também sucederá aos homens. Tudo está ligado.

Devem ensinar aos vossos filhos que o solo que pisam, são as cinzas dos nossos avós. Ensinem aos vossos filhos que a terra está enriquecida com as vidas dos nossos semelhantes, para que saibam respeitá-la. Ensinem aos vossos filhos aquilo que nós temos ensinado aos nossos, que a terra é nossa Mãe. Tudo quanto acontecer à terra acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, cospem em si próprios.

Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos. Tudo está ligado. Tudo o que acontece à terra acontecerá aos filhos da terra. O homem não teceu a rede da vida, ele é só um dos seus fios. Aquilo que ele fizer à rede da vida ele o faz a si próprio.
Nem mesmo o Homem Branco, cujo Deus passeia e fala com ele de amigo para amigo, fica isento do destino comum. POR FIM TALVEZ SEJAMOS IRMÃOS.
Veremos isso. Sabemos uma coisa que talvez o Homem Branco descubra um dia: o nosso Deus é o mesmo Deus.
Vocês podem pensar nesta altura que Ele vos pertence, do mesmo modo como desejam que as nossas terras vos pertençam; Porém não é assim. Ele é o Deus dos homens e a sua compaixão reparte-se por igual entre o Pele Vermelha e o Homem Branco. Esta terra tem um valor inestimável para Ele, e, se a estragarmos, isso provocará a ira do Criador. Também os Brancos acabarão um dia, talvez antes das demais tribos. Contaminem os vossos leitos e uma noite morrerão afogados nos vossos próprios detritos.

Contudo caminharão para a vossa destruição cheios de glória, inspirados pela força do Deus que vos trouxe a esta terra e que, por algum desígnio especial, vos deu o domínio sobre ela e sobre os
Peles Vermelhas.

Esse destino é um mistério para nós, pois não percebemos porque se exterminam os bisontes, se domam os cavalos selvagens, se saturam os mais escondidos recantos dos bosques com a respiração de tantos homens e se mancha a paisagem das exuberantes colinas com os fios do telégrafo. Onde se encontra o matagal? Destruído! Onde está a águia? Desapareceu!”





Declaração do Chefe Índio Seattle
O texto que se segue foi divulgado pelas Nações Unidas em 1976, quando das comemorações do Dia Mundial do Ambiente. Em 1854, Washington fez uma oferta de compra de uma grande extensão de terras índias, prometendo criar uma "reserva" para o povo indígena. Eis a resposta do Chefe Seattle, aqui publicada na sua totalidade.

Maio 28, 2009

Convite - observações astronómicas em Leiria

Observações Astronómicas abertas ao público em geral:


Escola Secundária Afonso Lopes Vieira - Gândara (Leiria)
29 Maio de 2009 (6ª) - 21.00 horas





Ver mapa maior


Escola EB 1 da Várzea - Leiria
30 de Maio de 2009 (sábado)- 21.00 horas



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in Blog AstroLeiria - post original aqui

Maio 24, 2009

Regionais - Classificação colectiva por DRE's

Maio 23, 2009

Nacionais de Xadrez - Setúbal 2009



Trabalhar no fim-de-semana - Nacionais de Xadrez

Como professor, tenho às vezes uns serviços (generosamente pagos, em noites mal dormidas, almoços em cantinas e obrigado por ter vindo...) em dias em que devia descansar ou estar a fazer outras coisas para a Escola. É o caso deste fim-de-semana, com a minha vinda aos primeiros Nacionais de Xadrez do Desporto Escolar, na bonita cidade de Setúbal.

A coisa está correr bem - afinal o Bairro da Bela Vista não é assim tão mau (estamos na sua periferia e ainda não fomos assaltados nem agredidos - os vizinhos só apedrejaram uma sala de aula, partindo um vidro, e invadiram o recinto escolar, mas isso praticamente em qualquer Escola do país poderia acontecer...). Os garotos estão a adorar e é muito engraçado fazer parte de um evento histórico - o primeiro Nacional de de Desporto Escolar de Xadrez...

A malta de Leiria (3 alunos e um professor - moi...) está a gostar muito e a divertir-nos bastante.

Se tiver uns minutinhos, mais logo vou publicar umas fotos...

Aqui ficam os resultados finais já disponíveis:

Abril 25, 2009

Torneio de 22.04.2009 - Colégio Dr. Luis Pereira da Costa

Resultados - Torneio Monte Redondo 2009 (Rápidas):

Abril 21, 2009

Ficheiros importantes

Fevereiro 11, 2009

IX Encontros Nacionais de Escolas

Realizam-se mais uma vez na Benedita os Encontros Nacionais de Escolas, no Centro Cultural Gonçalves Sapinho.

- Individual - 18 de Fevereiro de 2009 (4ª) - Regulamento
- Equipas - 5 de Março de 2009 (5ª) - Regulamento

Lembrem-se que há limite de inscrições por escola: 50 para o individual e equipas - 12.

Janeiro 01, 2009

Poema de Natal



A minha Estrela

Zangadas com a Lua
as estrelas
vieram morar
na minha rua.

Digo-lhes adeus, da janela
e namoro-as da minha varanda,
deixando todos de cara à banda.

(Eu já lhes tinha contado
que eu co'as Estrelas...
...É o meu fado)

Ontem, a Estrela mais brilhante
correu, a afagar-me os cabelos,
a ranhar-me as costas
que bom! por um instante.

Depois agachou-se no meu regaço
desfez-me o laço
e ficou a dormir
e a sorrir!...

Manhã alta, acordou,
em aflição.
Sim, em aflição,
de mão no coração.

- Ai o Jesus!...
- O que foi?!
- Tu não sabes que tenho que ir a Belém,
acordar os Pastores,
os meus Amores
e guiar os Reis?!...

E olha que sou eu...
... eu que aqueço o Menino.
(E essa história da vaca
e do burrinho
é mentira pegada)

O José também ajuda,
que, lá bom Pai, ele é.
- Então, e a Mãe Maria?!...
- Essa, coitadinha,
tem que ir lavar a roupinha,
que eu isso não posso fazer
por causa da água.
Morria logo afogada.

Eu só sei
aquecer e dar luz;
e gritar ao Mundo
que nasceu J E S U S.



Com muitas estrelinhas
a iluminar
o vosso Natal
e o ano que vai começar.

Maria Alice - Natal de 2008

Dezembro 16, 2008

Acção sobre ferramentas Google em Leiria - 07.01.2009


Irá decorrer no dia 07.01.2009, 4ª-feira, das 14.30 às 17.00 horas, na Sala 10 da Escola EB 2.3 Dr. Correia Mateus, uma Mini-Acção de Formação não-creditada intitulada Como fazer blogues, sites e partilhar documentos recorrendo a ferramentas do Google, prevista no Plano Anual de Actividades do meu Departamento.

Os destinatários são os professores (prioridade para docentes do Departamento de Matemática e Ciências Exactas da minha Escola) e é aberta a outros docentes do nosso Agrupamento ou de outras Escolas ou mesmo a outros, até um limite de 20 pessoas, sendo necessário ter conhecimentos mínimos de Internet e ter e-mail do Google (Gmail) activo e funcional.

O que iremos fazer, será, basicamente, um workshop para professores de aprofundamento de conhecimentos sobre a utilização em contexto escolar dos Blogues, criação de sites e de Grupos de Trabalho Google, com especial ênfase na sua aplicação em divulgação científica, no uso com turmas e na sua adaptação a uso escolar.

Os nossos leitores podem inscrever-se na folha colocada na minha Escola ou através de e-mail (fernando.oliveira.martins@gmail.com) ou Fax (244 854 019) dirigido a Fernando Martins, referindo o Nome e e-mail (e ainda Grupo Disciplinar e Escola onde leccionam, se forem docentes).

Dezembro 10, 2008

VÍRUS PERIGOSO!

Se receber um email de noreply@dgrhe.min-edu.pt, não abra! É um vírus extremamente pernicioso. Se o abrir, o seu disco rígido fica mole, você fica impotente para a prática lectiva, a sua família terá de contar com mais dez anos em que você estará ausente. É certo que você corre o risco de ficar literalmente grelhado, o seu cão (ou cadela, nalguns casos...) deixará de ladrar, os peixes do seu aquário cometerão suicídio colectivo, o seu gato miará durante sete meses.

As empresas de anti-vírus vêm alertando para a perigosidade deste vírus, descoberto em Portugal por verdadeiros professores especialistas em anti-vírus. Sabe-se, por exemplo, que o vírus desencadeia um cheiro a grelhado, à primeira vista extraordinariamente apelativo, que tem conduzido os professores que o abriram à beira da grelha, para onde alguns já saltaram sem razão que o justifique.

Não abra mails daquele endereço, pode estar a grelhar o futuro do seu país.

Passe esta informação a pelo menos 140 000 professores. Se o não fizer, o país será coberto por uma cortina de fumo impedirá que os Portugueses vejam que os bancos estão a falir, o desemprego a aumentar, o descontentamento a engrossar e...
os professores a acabar!

Dezembro 05, 2008

Publicidade natalícia descarada...!

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O Antero, que tem profusamente ilustrado este Blog, vai publicar finalmente o seu livro de auto-ajuda para docentezecos...!

Os interessados podem ver como o adquirir neste LINK.

Dezembro 04, 2008

Acção de Formações - Açores 2009

Embora um pouco off topic, aqui fica uma sugestão de actividade para os nossos leitores, via Blog Geopedrados:


Por altura da interrupção lectiva da Páscoa de 2009 (entre 3 e 10 de Abril) vou fazer uma Acção de Formação de Docentes nos Açores... O preço (com tudo incluído menos 7 refeições) é de 900 euros por adulto e de 335 euros por criança (entre 3 e 12 anos). Caso se consiga apoios (o pagamento dos formadores ou transportes nas ilhas) já solicitados) este valor será consideravelmente reduzido.

Para os interessados em ver em pormenor o modus operandi, aqui ficam os ficheiros:

Republicamos algumas fotos (clicar para aumentar...) de uma formação similar em 2005, só para pôr água na boca aos interessados...




























Semana da Ciência e da Tecnologia - fim da nossa Tertúlia

Rómulo Vasco da Gama de Carvalho/António Gedeão
(Lisboa, 24.11.1906 - Lisboa, 17.02.1997)


Filho de um funcionário dos correios e telégrafos e de uma dona de casa, Rómulo Vasco da Gama de Carvalho nasceu a 24 de Novembro de 1906 na lisboeta freguesia da Sé. Aí cresceu, juntamente com as irmãs, numa casa modesta da rua do Arco do Limoeiro (hoje rua Augusto Rosa), no seio de um ambiente familiar tranquilo, profundamente marcado pela figura materna, cuja influência foi decisiva para a sua vida.

Na verdade, a sua mãe, apesar de contar somente com a instrução primária, tinha como grande paixão a literatura, sentimento que transmitiu ao filho Rómulo, assim baptizado em honra do protagonista de um drama lido num folhetim de jornal. Responsável por uma certa atmosfera literária que se vivia em sua casa, é ela que, através dos livros comprados em fascículos, vendidos semanalmente pelas casas, ou, mais tarde, requisitados nas livrarias Portugália ou Morais, inicia o filho na arte das palavras. Desta forma Rómulo toma contacto com os mestres - Camões, Eça, Camilo e Cesário Verde, o preferido - e conhece As Mil e Uma Noites, obra que viria a considerar uma da suas bíblias.

Criança precoce, aos 5 anos escreve os primeiros poemas e aos 10 decide completar "Os Lusíadas" de Camões. No entanto, a par desta inclinação flagrante para as letras, quando, ao entrar para o liceu Gil Vicente, toma pela primeira vez contacto com as ciências, desperta nele um novo interesse, que se vai intensificando com o passar dos anos e se torna predominante no seu último ano de liceu.

Este factor será decisivo para a escolha do caminho a tomar no ano seguinte, aquando da entrada na Universidade, pois, embora a literatura o tenha acompanhado durante toda a sua vida, não se mostrava a melhor escolha para quem, além de procurar estabilidade, era extremamente pragmático e se sentia atraído pelas ciências justamente pelo seu lado experimental. Desta forma, a escolha da área das ciências, apesar de não ter sido fácil, dá-se.

E assim, enquanto Rómulo de Carvalho estuda Ciências Físico-Químicas na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, as palavras ficam guardadas para quando, mais tarde, surgir alguém que dará pelo nome de António Gedeão.

Em 1932, um ano depois de se ter licenciado, forma-se em ciências pedagógicas na faculdade de letras da cidade invicta, prenunciando assim qual será a sua actividade principal daí para a frente e durante 40 anos - professor e pedagogo.

Começando por estagiar no Liceu Pedro Nunes e ensinar durante 14 anos no Liceu Camões, Rómulo de Carvalho é, depois, convidado a ir leccionar para o liceu D. João III, em Coimbra, permanecendo aí até, passados oito anos, regressar a Lisboa, convidado para professor metodólogo do grupo de Físico-Químicas do Liceu Pedro Nunes.

Exigente, comunicador por excelência, para Rómulo de Carvalho ensinar era uma paixão. Tal como afirmava sem hesitar, ser Professor tem de ser uma paixão - pode ser uma paixão fria mas tem de ser uma paixão. Uma dedicação. E assim, além da colaboração como co-director da "Gazeta de Física" a partir de 1946, concentra, durante muitos anos, os seus esforços no ensino, dedicando-se, inclusive, à elaboração de compêndios escolares, inovadores pelo grafismo e forma de abordar matérias tão complexas como a física e a química. Dedicação estendida, a partir de 1952, à difusão científica a um nível mais amplo através da colecção Ciência Para Gente Nova e muitos outros títulos, entre os quais Física para o Povo, cujas edições acompanham os leigos interessados pela ciência até meados da década de 1970. A divulgação científica surge como puro prazer - agrada-lhe comunicar, por escrito e com um carácter mais amplo, aquilo que, enquanto professor, comunicava pela palavra.

A dedicação à ciência e à sua divulgação e história não fica por aqui, sendo uma constante durante toda a sua a vida. De facto, Rómulo de Carvalho não parou de trabalhar até ao fim dos seus dias, deixando, inclusive trabalhos concluídos, mas por publicar, que por certo vêm engrandecer, ainda mais, a sua extensa obra científica.

Apesar da intensa actividade científica, Rómulo de Carvalho não esquece a arte das palavras e continua, sempre, a escrever poesia. Porém, não a considerando de qualidade e pensando que nunca será útil a ninguém, nunca tenta publicá-la, preferindo destruí-la.

Só em 1956, após ter participado num concurso de poesia de que tomou conhecimento no jornal, publica, aos 50 anos, o primeiro livro de poemas Movimento Perpétuo. No entanto, o livro surge como tendo sido escrito por outro, António Gedeão, e o professor de física e química, Rómulo de Carvalho, permanece no anonimato a que se votou.

O livro é bem recebido pela crítica e António Gedeão continua a publicar poesia, aventurando-se, anos mais tarde, no teatro e,depois, no ensaio e na ficção.

A obra de Gedeão é um enigma para os críticos, pois além de surgir, estranhamente, só quando o seu autor tem 50 anos de idade, não se enquadra claramente em qualquer movimento literário. Contudo o seu enquadramento geracional leva-o a preocupar-se com os problemas comuns da sociedade portuguesa, da época.

Nos seus poemas dá-se uma simbiose perfeita entre a ciência e a poesia, a vida e o sonho, a lucidez e a esperança. Aí reside a sua originalidade, difícil de catalogar, originada por uma vida em que sempre coexistiram dois interesses totalmente distintos, mas que, para Rómulo de Carvalho e para o seu "amigo" Gedeão, provinham da mesma fonte e completavam-se mutuamente.

A poesia de Gedeão é, realmente, comunicativa e marca toda uma geração que, reprimida por um regime ditatorial e atormentada por uma guerra, cujo fim não se adivinhava, se sentia profundamente tocada pelos valores expressos pelo poeta e assim se atrevia a acreditar que, através do sonho, era possível encontrar o caminho para a liberdade. É deste modo que "Pedra Filosofal", musicada por Manuel Freire, se torna num hino à liberdade e ao sonho.E, mais tarde, em 1972, José Nisa compõe doze músicas com base em poemas de Gedeão e produz o álbum "Fala do Homem Nascido".

O professor Rómulo de Carvalho, entretanto, após 40 anos de ensino,em 1974, motivado em parte pela desorganização e falta de autoridade que depois do 25 de Abril tomou conta do ensino em Portugal, decide reformar-se. Exigente e rigoroso, não se conforma com a situação. Nessa altura é convidado para leccionar na Universidade mas declina o convite.

Incapaz de ficar parado, nos anos seguintes dedica-se por inteiro à investigação publicando numerosos livros, tanto de divulgação científica, como de história da ciência. Gedeão também continua a sonhar, mas o fim aproxima-se e o desejo da morrer determina, em 1984, a publicação de Poemas Póstumos.

Em 1990, já com 83 anos, Rómulo de Carvalho assume a direcção do Museu Maynense da Academia das Ciências de Lisboa, sete anos depois de se ter tornado sócio correspondente da Academia de Ciências, função que desempenhará até ao fim dos seus dias.

Quando completa 90 anos de idade, a sua vida é alvo de uma homenagem a nível nacional. O professor, investigador, pedagogo e historiador da ciência, bem como o poeta, é reconhecido publicamente por personalidades da política, da ciência, das letras e da música.

Infelizmente, a 19 de Fevereiro de 1997 a morte leva-nos Rómulo de Carvalho. Gedeão, esse já tinha morrido alguns anos antes, aquando da publicação de Poemas Póstumos e Novos Poemas Póstumos.

Avesso a mostrar-se, recolhido, discreto, muito calmo, mas ao mesmo tempo algo distante, homem de saberes múltiplos e de humor subtil, Rómulo de Carvalho que nunca teve pressa, mas em vida tanto fez, deixa, em morte, uma saudade imensa da parte de todos quantos o conheceram e à sua obra.

in http://www.citi.pt/

Caricatura in Blog Desenhos do Rui

Semana da Ciência e da Tecnologia - Rómulo e Gedeão

O último Alquimista

Era uma vez um Cientista com alma de Poeta.

Era um Senhor (muito sério) com uma vontade juvenil de escrever.
Era um Professor (um Mestre) que era trocista sem saber.
Era um Anarquista com regras e vontades...

Obrigado, Rómulo, por teres sido outro pai fundador,
agora do saber científico que não te merecia,
escritor de manuais escolares e livros científicos,
que o meu avó e o meu pai e eu (e um dia meu filho) leram.
Saciaste a nosso sede de saber e tudo fizeste para combater a ignorância.

Mas, acima de tudo, António, é a ti que estamos mais agradecidos.
A tua Poesia, clara e científica mas bela e que chegava ao coração,
fez mais por nós do que tu podias pensar.
A tua Poesia é bela como a Física (e a Química, e a Astronomia, e a Biologia...).
Escreveste como um Pintor renascentista pintaria este Mundo.
O teu sarcasmo tudo mostrava, singelo e único, sem artifícios.
E, sendo quem eras, soubeste partilhar connosco as tuas Letras.

Obrigado Rómulo.
Obrigado António...



NOTA: Poema inédito, de Pedro Luna, publicado originalmente no Blog Geopedrados em 24.11.2005.

Dezembro 01, 2008

Semana da Ciência e da Tecnologia

Lição sobre a água

Este líquido é água.
Quando pura
é inodora, insípida e incolor.
Reduzida a vapor,
sob tensão e a alta temperatura,
move os êmbolos das máquinas que, por isso,
se denominam máquinas de vapor.

É um bom dissolvente.
Embora com excepções mas de um modo geral,
dissolve tudo bem, bases e sais.
Congela a zero graus centesimais
e ferve a 100, quando à pressão normal.

Foi neste líquido que numa noite cálida de Verão,
sob um luar gomoso e branco de camélia,
apareceu a boiar o cadáver de Ofélia
com um nenúfar na mão.

in Linhas de Força - António Gedeão

Novembro 29, 2008

Semana da Ciência e Tecnologia

Como está quase a terminar a Semana da Ciência e Tecnologia 2008, não podíamos deixar de recordar o mais famoso poema de Gedeão, imortalizado no saudoso programa Zip-Zip por Manuel Freire, aqui num filme muito interessante retirado do YouTube.



Pedra filosofal

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
É tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral
pináculo de catedral
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo de Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Columbina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

in Movimento Perpétuo, 1956

Novembro 27, 2008

Semana da Ciência e da Tecnologia

Da nossa Tertúlia do ano passado, aqui fica um filme feito por mim com base na canção Lágrima de Preta (poesia de António Gedeão), na versão original cantada por Adriano Correia de Oliveira (música de José Niza).



NOTA: post originalmente publicado no Blog Geopedrados.

Novembro 25, 2008

Dia Nacional da Cultura Científica


Ontem o Google abria com a imagem anterior e remetia para o Dia Nacional da Cultura Científica!

Clicando na imagem fazia automaticamente uma pesquisa sobre esta data - ver AQUI.

Também o Público teve uma interessante iniciativa: fez um pequeno vídeo, filmado com telemóvel, de diversos cientistas lendo o Poema para Galileo de António Gedeão - ver AQUI.

Há dias assim, bonitos e plenos...

ADENDA: o filme do Público antes referido já está no YouTube! Aqui está ele:


Novembro 24, 2008

Semana da Ciência e da Tecnologia


Que ciência se faz em Portugal?
Quem são os nossos cientistas?
Como trabalham?
O que investigam?
Que resultados obtêm?

Todos os anos, em Novembro, durante a Semana da Ciência e da Tecnologia, instituições científicas, universidades, escolas, associações e museus abrem as portas para que estas e outras perguntas possam ser respondidas, dando a conhecer as actividades que desenvolvem, através de um contacto directo com o público.

Tal facto deve-se à passagem de mais um aniversário do nascimento do cientista, pedagogo, divulgador científico e poeta Rómulo de Carvalho, por vezes mais conhecido pelo seu pseudónimo de poeta - o imortal António Gedeão...

Este Blog junta-se ao evento participando nele através da seguinte actividade:


Tertúlia On-Line de Comemoração da Semana da Ciência e Tecnologia e do aniversário do nascimento de Rómulo de Carvalho, com publicação de poemas, músicas, filmes e textos sobre António Gedeão e Rómulo de Carvalho.

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Novembro 21, 2008

Suspensão da avaliação na Escola Correia Mateus

Do Blog Em defesa da Escola Pública publicamos, com imensa alegria, o seguinte post:

Na sequência de um abaixo-assinado inicial (por nós aqui publicado - VER AQUI) e subscrito por 95 docentes do Agrupamento, foi feita uma Reunião Geral de Professores, na qual foi aprovada a seguinte Moção (que foi assinada por 99 docentes):

MOÇÃO

Os docentes do Agrupamento de Escolas Dr. Correia Mateus, em Leiria, reunidos em plenário no dia 4 de Novembro, decidiram unanimemente solicitar aos Órgãos competentes do Agrupamento a SUSPENSÃO IMEDIATA DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO DOS DOCENTES. Esta moção tem como ponto de partida o abaixo-assinado, cujo texto segue em anexo, e que foi subscrito por 95 docentes desta escola.

Também se destacam os seguintes pontos:
1. Este processo de avaliação acarreta muitas injustiças e não permite o normal decorrer das actividades lectivas, sendo demasiado burocrático e contendo normas que vão contra o Código de Procedimento Administrativo, a Constituição e a LBSE.

2. As RECOMENDAÇÕES do Conselho Científico para a Avaliação de Professores deverão ser tidas em conta nas fichas de Escola, aquando da sua aplicação, sublinhando-se, entre outros, o facto de a Avaliação docente depender do sucesso dos alunos.

3. Antes de se dar início ao processo de avaliação deverão ser APROVADOS o Projecto Educativo e Plano Anual de Actividades que terão de ser devidamente divulgados.

4. Os órgãos competentes SÓ DEVEM INICIAR o processo de avaliação quando estes aspectos (pontos 1, 2 e 3), forem legalmente enquadrados e clarificados.

5. O processo de avaliação deverá iniciar-se, por uma questão de justiça, em SIMULTÂNEO para todos os docentes.

6. O Agrupamento deverá saber honrar com a sua presença a lista das Escolas cuja voz se realça nas lutas dos Docentes por uma avaliação honesta, exequível, justa, simplificada, desburocratizada e útil.


Estes dois documentos foram analisados pelo nosso Conselho Pedagógico, que decidiu por unanimidade unir a sua voz às dos restantes colegas e que tomou a seguinte posição:

Tomada de Posição do Conselho Pedagógico em reunião ordinária de 19/11/08


Foi entregue ao Conselho Pedagógico do Agrupamento de Escolas Dr. Correia Mateus um pedido de análise do texto da Moção apresentada pelos docentes deste Agrupamento de Escolas, solicitando a suspensão do modelo de Avaliação de Desempenho Docente.

Os membros do Conselho Pedagógico analisaram o texto da Moção, considerando que as razões evocadas, entre as quais a interferência no normal funcionamento e qualidade do desempenho dos docentes, com consequências nefastas no processo de ensino-aprendizagem são justificadas e decidiram juntar a sua voz aos docentes que apresentaram e subscreveram a Moção, solicitando à Comissão Executiva que dê seguimento ao pedido de suspensão do actual modelo de Avaliação de Desempenho Docente.


Os Docentes do Conselho Pedagógico

Decidiram ainda acompanhar e justificar a sua decisão com o seguinte documento:

Justificação da contestação ao actual
Modelo de Avaliação do Desempenho Docente

Face à instabilidade instalada no seio do sistema educativo do nosso país, às questões apresentadas no abaixo-assinado e na Moção, destacam-se as seguintes conclusões:

1.ª Este sistema de avaliação contende com uma lógica de exigência e rigor, promovendo o facilitismo, comprometendo uma escola pública de qualidade. Como fundamento, sublinha-se o facto de para a avaliação dos docentes se contabilizar «a melhoria dos resultados escolares dos alunos» (ponto 2, alínea a), do artigo 9.º do referido DR n.º 2/2008), nomeadamente (Despacho n.º 16872/2008, de 23 de Junho, anexo IV, parâmetro 7),
a) o progresso dos resultados escolares dos seus alunos no ano /disciplina, relativamente aos resultados atingidos no ano lectivo anterior;
b) a evolução dos resultados escolares dos seus alunos relativamente à evolução média;
- dos resultados dos alunos daquele ano de escolaridade ou daquela disciplina naquele agrupamento de escolas ou escola não agrupada;
- dos mesmos alunos no conjunto das outras disciplinas da turma no caso de alunos do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário;
c) as classificações nas provas de avaliação externa e respectiva diferença relativamente às classificações internas.
Assim, este parâmetro configura um conflito de interesses e uma situação de incompatibilidade não permitida pela lei. Efectivamente, o professor passa a ter um interesse directo nos resultados obtidos pelos seus alunos, já que eles o podem prejudicar ao longo da sua carreira. Pergunta-se se este interesse não pode ser suficiente para se considerar que, ao abrigo do artigo 44.º do Código do Procedimento Administrativo, o professor passe a estar, pelo conflito de interesses evidente, numa situação de impedimento, chocantemente criada pelo legislador.
Não se questiona que seja avaliado o processo utilizado pelo professor, por exemplo, poderá ser observado (e objecto de avaliação) como é que o professor ensina, o que é que o professor fez perante uma turma com determinados problemas de aprendizagem ou determinado insucesso. Mas deverá ser o processo a ser avaliado, e nunca o resultado que o aluno obtém, pois na construção desse resultado intervêm muitos factores, nomeadamente o próprio aluno (com determinadas capacidades cognitivas, interesse, capacidade de trabalho, situação pessoal, familiar e social, etc.). A pressão que tem sido feita nas escolas para que indiquem como objectivo, no Projecto Educativo, que os seus alunos melhorem uma determinada percentagem em relação a resultados anteriores ou obtenham determinados resultados quantificados (segundo o disposto na alínea b) do ponto 1 do artigo 8.º do referido DR 2/2008), sendo depois avaliadas se esse objectivo foi ou não atingido, é perfeitamente incompatível com o que é minimamente justo: ser-se avaliado por aquilo que se fez, e não pelo que os outros fizeram. O professor deve ser avaliado pela forma como ensinou e educou; os alunos, pelos resultados que obtiveram.

2.ª O facto de os professores serem avaliados tendo por referência «a redução do abandono escolar» (ponto 2, alínea b), do artigo 9.º do DR n.º 2/2008).
Tendo em conta o acima exposto, também se questiona que a redução do abandono escolar seja um parâmetro a avaliar no desempenho de um professor.
Poderão considerar-se as medidas desenvolvidas pelo professor, as suas intervenções, mas não a atitude que o aluno tomou, por vezes por desinteresse por currículos e programas (a que o professor é alheio), mas, sobretudo por uma opção que depende essencialmente do aluno, dos pais e, muitas vezes, dos contextos familiares e sociais.

3.ª A avaliação dos professores titulares ser feita pelos seus pares (artigo 12.º do DR n.º 2/2008).
Considerou-se que uma coisa é fazer-se uma reflexão conjunta sobre práticas de ensino, uma avaliação de tipo formativo de um trabalho conjunto em que os intervenientes participaram como pares e em que, em igualdade de circunstâncias, A aprecia o trabalho de B, e B aprecia o trabalho de A, no sentido de que essa reflexão conjunta traga melhoria ao desempenho de ambos; outra, muito diferente, e discutível – não se conhece investigação e literatura da especialidade que a sustente –, é a de uma pessoa que não é hierarquicamente superior a outra proceder à sua classificação.
Em nenhum sistema de avaliação em Portugal (em empresas, hospitais, universidades, ministérios, administração pública, por exemplo) ou noutros países, um chefe de serviços avalia e classifica outro, ou um professor catedrático avalia e classifica outro, ou um funcionário avalia e classifica outro que desempenhe as mesmas funções.
Aliás, toda esta concepção de professores a avaliar professores (que desempenham as mesmas funções) e a interferir na sua progressão na carreira – exposta nestas razões 3.ª, 4.ª e 5.ª –, na prática, parece-nos configurar um dos casos de impedimento legalmente consignado: o especificado no artigo 44.º, alíneas a) e b) do Código de Procedimento Administrativo (e ainda no 48.º do mesmo diploma), que determina que «nenhum titular de órgão ou agente da Administração Pública pode intervir em procedimento administrativo ou acto ou contrato de direito público ou privado da Administração Pública» «quando nele tenha interesse». E refira-se que a melhor doutrina considera não se ter de ir ao ponto de exigir um interesse directo, bastando, para o preenchimento do requisito, que haja um interesse instrumental ou moral.

4.ª A existência de quotas («percentagens máximas» de atribuição de Excelentes e de Muito Bons) diferentes de escola para escola.
A fixação de «percentagens máximas» estipuladas diferentemente, tendo «obrigatoriamente por referência os resultados obtidos na avaliação externa» concita dúvidas, mormente no que tange à sua compatibilidade com os princípios que fundamentam o sistema.
Como ponto prévio, deverá dizer-se que os termos e resultados dessa avaliação externa têm merecido o exercício do contraditório por parte de um grande número de escolas, ou seja, as escolas muitas vezes não se revêem na apreciação efectuada pela Inspecção-Geral de Ensino (não esqueçamos que essa avaliação decorre de uma observação de apenas dois dias em cada escola). Basta, aliás, pensar que, ao quadro referencial desta avaliação externa faltam descritores dos níveis de classificação, o que permite discricionariedade na classificação atribuída e, consequentemente, a instauração ab initio de uma situação de mal-estar latente entre a escola e a IGE, entre a Escola e a tutela, dado aquela se sentir duplamente injustiçada: na avaliação externa e nas consequências dessa avaliação.
Passando às consequências, uma escola classificada com Muito Bom terá «direito» a uma quota maior de Excelentes e de Muito Bons para os seus professores, diferentemente de uma escola com pior classificação. Tal acontece independentemente do esforço, do empenho, da qualidade de um ou de alguns dos professores que aí exerçam funções. Assim, a possibilidade da obtenção de uma classificação por parte do professor fica dependente da escola em que tenha sido colocado, e não do seu próprio mérito. E tal terá interferência na possibilidade de uma melhor remuneração, ou seja, professores de escolas diferentes têm oportunidades de remuneração diferentes, apesar de a tutela ser a mesma.
Assim, poderá considerar-se que esta disposição fere o disposto no artigo 59.º da Constituição da República Portuguesa, pois, ao estabelecerem-se quotas diferentes de escola para escola, a mesma «qualidade» pode estar a ter oportunidades diferentes de ser reconhecida oficialmente, criando-se, assim a discriminação que fere o artigo invocado.
Ou seja, a prévia condicionalidade determinada pela fixação de quotas diferenciadas para as várias escolas impede que o resultado salarial seja determinado, exclusivamente, pela qualidade do exercício responsável da profissão.

5.ª A distribuição de quotas por «universos de docentes».
Esta disposição tem consequências nocivas previsíveis de imediato: por um lado, constituirá mais um factor de criação de um clima de mal-estar nas escolas, de rivalidade, de conflitualidade; por outro, criará situações de injustiça e, cremos, de afronta à legalidade, nomeadamente no que respeita aos elementos que fazem parte da Comissão de Coordenação da Avaliação de Desempenho que não são coordenadores de departamento curricular.
Passando às consequências relativamente ao ambiente de trabalho nas escolas, é preciso referir que as escolas têm até agora desenvolvido um ambiente de cooperação entre todos os docentes, não só por força do conteúdo dos normativos cessantes como pela natureza do trabalho a desenvolver – por exemplo, o Projecto Educativo de Escola, o Plano Anual de Actividades, a coordenação e a articulação nos departamentos curriculares e nos grupos disciplinares, a avaliação dos Conselhos de Turma, o trabalho em equipa na constituição de turmas, na organização do serviço de exames, no Conselho Pedagógico, na elaboração de horários, etc. –, mas que, agora, essas relações de colegialidade e de trabalho de equipa ficam feridas por força da inevitável arbitrariedade decorrente do respeito pelas percentagens atribuíveis a cada «universo de docentes». É que os professores, independentemente do «universo» em que se inserem, trabalham todos em conjunto em muitas das actividades da escola. Ora, se um «universo de docentes», porque mais numeroso, tem direito a um maior número de Excelentes ou de Muito Bons, isto poderá fazer com que num outro «universo» de menor dimensão não seja atribuída a mesma menção a um docente com um trabalho tão bom ou mesmo superior ao do colega, o que vai criar uma relação de mal-estar entre os profissionais.

6.ª A complexidade e burocratização do processo, com reflexos negativos para a vida nas escolas, para os professores e, naturalmente, para o ensino.
Este processo de avaliação exige, numa escola média, mais de um milhar de horas de trabalho extra, mobiliza uma diversidade enorme de intervenientes, a concepção de um grande número de documentos e sua aplicação, o bulício da observação simultânea de aulas de todos os professores (até se prevê que os professores avaliadores possam faltar às próprias aulas para poderem observar e avaliar as dos colegas, no caso de haver incompatibilidade de horários…), traduzindo-se num trabalho acrescido para os professores, um enorme trabalho, sem um resultado prático visível de eficácia ou qualidade.

7.ª A heterogeneidade de procedimentos na avaliação de escola para a escola.
Ao prever-se, no diploma, que os "instrumentos de registo normalizados de toda a informação relevante para efeitos da avaliação do desempenho" sejam "elaborados e aprovados pelo Conselho Pedagógico de cada escola" (artigo 6.º, pontos 1 e 2 do DR n.º 2/2008), está a abrir-se a porta para a desigualdade de avaliação dos professores de escola para escola. Ou seja, está a abrir-se a porta para a injustiça.


Em suma, este modelo de avaliação é, essencialmente, sentido pelos professores como propiciador de injustiças, de desigualdades e da deterioração do ambiente de trabalho, não contribuindo para a desejada melhoria do sistema de ensino.

Face ao exposto, decidimos requerer a suspensão do actual processo de avaliação e exigir um modelo de avaliação justo, exequível e transparente, respeitando os normativos constitucionais em vigor, e capaz de contribuir de forma decisiva para a qualidade do Ensino e da dignidade da Escola Pública.

Os Professores do Agrupamento de Escolas Dr. Correia Mateus

Somos apenas mais uma Escola que mostra a quem manda o que pensa sobre este assunto, mas enquanto houver democracia nas Escolas portuguesas, conforme está escrito na Constituição, há que contar com a voz honesta, livre e crítica dos docentes do Agrupamento de Escolas Dr. Correia Mateus, instituição à qual me orgulho de pertencer!